Nobel questiona que se desmate a Amazônia em prol dos biocombustíveis

Bogotá, 21 ago (EFE).- O americano Eric Chivian, Prêmio Nobel da Paz em 1985, criticou hoje que se desmate a Amazônia brasileira para semear soja e cana-de-açúcar destinadas à produção de biocombustíveis, ao pedir à América Latina que não repita os erros cometidos pelos Estados Unidos em relação à energia.

EFE |

Chivian, fundador e diretor do Centro para a Saúde e o Meio Ambiente Global da Escola Médica de Harvard, participou hoje de uma conferência em Bogotá, junto ao ministro do Meio Ambiente colombiano, Juan Lozano, sobre Biodiversidade e Desenvolvimento, na qual chamou a atenção sobre a destruição da Amazônia.

"Neste momento, o Brasil está decepando muitas florestas para semear soja e cana-de-açúcar perto da Amazônia e isto vai afetar o clima e o índice pluvial na zona", alertou à Agência Efe.

Além disso, indicou que essa grande floresta sul-americana captura o carbono produzido no resto do planeta e, caso continue com sua rápida deterioração, "o mundo perderá um de seus maiores pulmões e o efeito disso será drástico tanto em termos climatológicos como para a agricultura".

Chivian, listado em 2007 pela revista "Time" como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo por seus trabalhos de divulgação sobre o cuidado do meio ambiente, se mostrou convencido de que os latino-americanos têm um papel muito importante na proteção da biodiversidade.

"A diversidade na América Latina é sem igual, na verdade não encontramos um paralelo no planeta. A Amazônia está neste momento sob um grande risco, já que é uma das maiores e mais ricas florestas úmidas tropicais do mundo e todos devemos lutar para sua conservação", ressaltou. EFE fer/rr

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