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Nobel da Paz qualifica situação do Kosovo de irreversível

Oslo, 9 dez (EFE).- O ex-presidente da Finlândia e Prêmio Nobel da Paz de 2008, Martti Ahtisaari, qualificou hoje a situação do Kosovo de irreversível e destacou os avanços lentos, porém seguros registrados nesta antiga província sérvia de maioria albanesa, na entrevista coletiva concedida na véspera da entrega do prêmio.

EFE |

Ahtisaari, premiado por suas três décadas como mediador em diferentes processos internacionais, destacou como um passo na direção correta a recente tomada de suas funções pela missão civil da União Européia (UE) no Kosovo, denominada Eulex, na área de alfândegas, fronteiras, justiça e Polícia.

O prêmio Nobel da Paz de 2008, de 71 anos e que foi mediador internacional no Kosovo, destacou que dezenas de Governos reconheceram este país desde que a cúpula albano-kosovar declarou em fevereiro passado sua independência de forma unilateral.

"Mais países reconhecerão um Kosovo independente, mas não vejo muitas mudanças na atitude da Rússia. Teremos que viver com isso", reconheceu Ahtisaari no Instituto Nobel de Oslo.

O ex-presidente finlandês destacou que a entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foi um "fator estabilizador" para os novos membros do leste europeu.

Sobre uma hipotética entrada da Sérvia na UE, Ahtisaari pediu a este país que primeiro "olhe para seu passado" e reconheça as "coisas terríveis que ocorreram", em referência à guerra dos Balcãs.

Ahtisaari reconheceu que negocia com vários países nórdicos e com a Irlanda a criação de uma aliança estratégica através de sua organização, a Iniciativa para a Mediação de Crise (CMI), para impulsionar os processos de paz. No entanto, o vencedor do Nobel disse que não recebeu nenhuma proposta concreta para ser mediador.

O ex-presidente da Finlândia destacou que espera que nos próximos seis meses "algo aconteça", apesar de ter rejeitado mediar o conflito do Oriente Médio, no qual considera que o mais importante é apoiar a missão internacional liderada pelo ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair.

"Planejava uma vida tranqüila como aposentado em minha poltrona, com bons livros, mas quando chegou a notícia, recebi muitas ligações, com pedidos para que eu não me retirasse", disse Ahtisaari. EFE alc/ab/plc

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