Nobel Alternativo destaca luta pelos direitos da mulher

Estocolmo, 8 dez (EFE) - A cerimônia de entrega do Nobel Alternativo, realizada hoje no Parlamento sueco, enviou uma mensagem a favor da luta pelos direitos da mulher, centrada sobretudo em dois de seus quatro agraciados, a ativista somali Asha Hagi e a ginecologista alemã Monika Hauser.

EFE |

Hauser, premiada por seu trabalho com a ONG Medica Mondiale, criticou em seu discurso que o estupro contra mulheres não seja reconhecido como um ataque aos direitos humanos, não só na África, mas também na Ásia ou nos Bálcãs, onde trabalhou durante a guerra da Bósnia.

A ginecologista alemã protagonizou um dos momentos mais emocionantes da cerimônia, ao pedir que várias de suas colegas na ONG fundada por ela mesma em 1992 e presentes na sala se levantassem em sinal de reconhecimento a seu trabalho dentro da organização.

A somali Asha Hagi lembrou sua luta a partir deste mesmo ano com a organização Salvem as Mulheres e Crianças da Somália (SSWC, em inglês), e depois nos diferentes processos de paz no país, e se apresentou como exemplo das contradições e tragédias que afetaram a nação africana.

O casal indiano Krishnammal e Sankaralingam Jagannathan, premiado pelas iniciativas a favor da redistribuição da terra através de movimentos pacíficos, pensou bastante na figura de Mahatma Gandhi, em cujas idéias se inspiraram e a quem lembraram especialmente em seu discurso.

A lista de agraciados é completada com a jornalista americana Amy Goodman, fundadora e apresentadora do programa "Democracy Now!", reconhecida por sua defesa de um jornalismo político independente.

Contra o modelo neoliberal e a atual crise econômica mundial se dirigiram especialmente os ataques do escritor e ex-eurodeputado sueco-alemão Jakob von Uexküll, fundador em 1980 do Right Livelihood Award (Prêmio ao Modo de Vida Correto).

Os quatro vencedores compartilharão as duas milhões de coroas suecas (US$ 310 mil) com que está dotado este prêmio, que distingue o trabalho social de pessoas e instituições de todo o mundo e é considerado a ante-sala do Nobel da Paz.EFE alc/db

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