No último discurso, Bush pede união para enfrentar crise

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu união aos americanos para enfrentar a crise econômica, em seu último discurso à nação na noite desta quinta-feira.

BBC Brasil |

"Todos os americanos estão nisso juntos, e unidos, com trabalho duro e determinação, nós vamos recolocar nossa economia no caminho do crescimento", afirmou. "Nós vamos mostrar ao mundo mais uma vez a resistência do sistema de livre empresa dos Estados Unidos."

Bush disse que seu governo enfrentou a perspectiva de um colapso financeiro e agiu de forma decisiva para superar isso. "É uma época muito dura para famílias trabalhadoras. Mas o custo teria sido muito maior se não tivéssemos agido", afirmou, numa referência ao pacote de resgate de instituições financeiras e outras medidas econômicas adotadas nos últimos meses.

11 de setembro

Em um balanço de seus oito anos à frente do governo em dois mandatos consecutivos, o presidente disse que o país ficou "mais seguro" depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 em território americano.

"Com o passar dos anos, a maioria dos americanos pode voltar à vida que tinha antes de 11 de setembro, mas eu nunca pude", afirmou o presidente. "Todas as manhãs eu recebia um resumo das ameaças à nossa nação. Eu prometi fazer tudo ao meu alcance para nos manter a salvo."

Bush citou medidas na área de segurança que adotou em seus dois mandatos como presidente, como a criação do Departamento de Segurança Interna, a introdução de "novas ferramentas" para vigiar "terroristas", e as invasões de Afeganistão e Iraque.

Segundo ele, "há um debate legítimo sobre muitas destas decisões, mas pode haver pouca discussão sobre os resultados".

"Os Estados Unidos passaram mais de sete anos sem outro ataque terrorista em nosso solo."

"O Afeganistão passou de uma nação onde o Talebã abrigava a (rede extremista) al-Qaeda e apedrejava mulheres nas ruas para uma jovem democracia que está combatendo o terror e encorajando meninas a irem à escola."

"O Iraque foi de uma ditadura brutal e inimigo declarado dos Estados Unidos para uma democracia árabe no coração do Oriente Médio e um amigo dos Estados Unidos."

Mas Bush advertiu que a ameaça de ataque aos americanos persiste: "Nós temos que resistir à complacência. Nós precisamos manter nossa determinação. E nós nunca podemos baixar a nossa guarda."
O presidente afirmou que, assim como predecessores, enfrentou "revézes", e que "há coisas que faria diferente se tivesse chance". Mas que sempre agiu "tendo em mente o interesse do país".

"Segui minha consciência e fiz o que achei ser o certo", afirmou.

Na Casa Branca, diante de uma audiência de cerca de 200 pessoas, entre familiares, amigos e integrantes de seu gabinete, Bush agradeceu a todos a colaboração e pediu à nação que receba bem o presidente Barack Obama, sua mulher Michelle e as duas filhas do casal.

Obama toma posse na Presidência dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro.

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