No Rio, Kanye West embala público em show conceitual e cheio de efeitos

Sandro Carneiro. Rio de Janeiro, 25 out (EFE).- O show realizado na noite desta sexta-feira pelo rapper americano Kanye West, o artista de maior apelo pop da edição deste ano do TIM Festival, lotou a tenda para 4 mil pessoas montada para sua apresentação na Marina da Glória, sede carioca do evento.

EFE |

O espetáculo, inteiramente conceitual, começou com quase duas horas de atraso, mas atendeu às expectativas dos milhares de fãs presentes, que tiveram a oportunidade de ver de perto um dos maiores nomes do hip-hop da atualidade.

Intitulado "Brilhando no Escuro", o animado show teve como destaque a interativa performance do cantor e produtor, turbinada por uma parafernália tecnológica composta por um telão gigante, efeitos pirotécnicos e de luzes multicoloridas, balões gigantes e um palco móvel e inclinável.

Já eram cerca de 23h quando Kanye West subiu ao palco com um visual moderno, simulando um viajante das galáxias. Com tênis que pareciam botas espaciais, jeans escuro, um casaco vermelho na cintura, uma luva de couro preto e um moletom cinza com manga comprida apenas em um dos braços, o rapper deu início a uma dançante jornada pelos maiores sucessos de sua carreira.

No show, Kanye West viaja no espaço com o auxílio de uma nave cujo computador de bordo atende pelo nome de "Jane". Dona de uma voz sexy, a interface é representada por um segundo telão, móvel e de médio porte, que em vários momentos da apresentação dialoga com o artista.

O espetáculo começa com uma curta introdução de um dos mais novos e executados hits ("Stonger") de Kanye, que, até quase metade do show, alternou pérolas pop de seu mais recente álbum ("Graduation'", de 2007), como "Good Morning", "I Wonder" e "Champion", com sucessos mais antigos, como "Thru The Wire".

Em um palco irregular e cheio de declives, que simulava planetas pelos quais cruzava em sua jornada intergaláctica, o cantor o tempo todo buscou a interação com o público, andando de um lado para o outro, dançando e agitando os braços.

Depois de "Diamonds", sétima música do show, o rapper fez decolar de vez sua apresentação. Em uma seqüência de efeitos especiais, Kanye foi engolido por um dinossauro gigante surgido do chão, e, depois de ser cuspido pelo monstro, colocou todos para dançar e bater palmas ao som de "Can't Tell Me Nothing" e "Flashing Lights", ambas embaladas por imagens explosivas no telão gigante ao fundo.

Logo depois, o cantor soltou a antiga "All Falls Down", seguida por "Golddigger", em que "Jane" ressurgiu na forma de uma bela mulher, e pelas menos agitadas "Good Life" e "Jesus Walks".

Em uma ótica sacada para pegar fôlego e chegar inteiro ao fim de sua jornada musical - ainda mais em uma tenda lotada e abafada -, nesse momento do show Kanye se sentou ao chão por alguns instantes, ao som da bem contextualizada "Don't Stop Believing".

Foi depois desse sucesso dos anos 80, da banda de rock americana Journey, que o show teve seu ponto alto: a execução do megahit "Stronger", após o qual o cantor, dentro de sua ópera-rap, reuniu forças para concluir a missão de retornar ao seu planeta de origem.

Com a melódica "Homecoming", o rapper retornou à sua morada, e, com "Touch the Sky", pôs fim a uma das mais empolgantes experiências musicais da segunda noite do TIM Festival carioca, arrematada por um bis inesperado, que incluiu "American Boy", sucesso de Kanye com a cantora britânica Estelle, e o novíssimo single "Love Lockdown". EFE rd\sc

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