No México, Beltrame diz que miséria é campo fértil para a criminalidade

México, 11 ago (EFE).- O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse hoje durante um evento na Cidade de México que o crime organizado deve ser combatido com o apoio de políticas públicas que melhorem as condições da população.

EFE |

Beltrame está na capital mexicana para reuniões com as autoridades locais. Na manhã de hoje, o secretário participou de uma conferência no Instituto Técnico de Formação Policial (ITFP), onde compartilhou com estudantes e comandantes policiais experiências relacionadas à segurança pública no Brasil.

Durante uma entrevista coletiva, Beltrame disse que, durante décadas, o processo de desenvolvimento econômico na América Latina levou a uma desigualdade social "muito grande", o que facilita que muitas cidades sejam "campos férteis" para que o crime organizado e a criminalidade em geral se instalem.

"Nós temos que entender que a insegurança pública não é um problema exclusivamente policial, a insegurança pública se combate com geração de empregos, com escolas para as crianças, com todos os serviços essenciais. A dignidade humana tem que ser contemplada", explicou.

"Quanto mais se respeita a dignidade do cidadão, há menos despesas em segurança pública e menos despesas em armamento policial", acrescentou o secretário.

Segundo Beltrame, para resolver o problema da insegurança é necessário um processo de médio a longo prazo, pois "em nenhum lugar do mundo isso se resolve em algumas horas".

O secretário reconheceu que a corrupção policial é outro dos problemas que a região deve enfrentar e recomendou que os agentes recebam melhores salários, mas que principalmente possuam "uma preparação e capacitação constante" sobre os valores e a ética policiais.

Beltrame ainda conhecerá na Cidade do México outras iniciativas de combate à criminalidade na cidade, como o funcionamento de um sistema que cruza mapas da cidade com dados de ocorrências policiais, com o objetivo de identificar as áreas mais violentas.

EFE ea/bba

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