No Iraque, Gates discute segurança e venda de armas

Por Jim Wolf BASE AÉREA DE TALLIL, Iraque (Reuters) - O secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, elogiou na terça-feira a melhoria da segurança no Iraque, durante uma visita em que possivelmente discutirá a venda de armas para o país, a ser desocupado em breve pelos EUA.

Reuters |

Gates também tentará conciliar as divergências entre curdos e árabes, potencial causa para retrocessos na questão da segurança, segundo uma importante fonte de defesa dos EUA.

Em sua décima visita ao Iraque como secretário, Gates disse a soldados na base aérea de Tallil, sob um calor de 46C, que estava impressionado com as mudanças no país.

De acordo com ele, a situação é "incrivelmente diferente" de quando ele fez a primeira visita, em dezembro de 2006, no auge da violência sectária entre xiitas e sunitas.

Gates deve se reunir com o primeiro-ministro Nuri Al Maliki e com o ministro da Defesa, Abdel Qader Jassim.

Um dos itens discutidos será o interesse de Bagdá em adquirir caças F-16 da Lockheed Martin, para enfrentar eventuais ameaças de países vizinhos depois da desocupação norte-americana.

Gates, que antes esteve em Israel e Jordânia, também visitará a semiautônoma região curda do norte do Iraque, que parece cada vez mais distante das lideranças árabes em Bagdá por causa de uma disputa por terras e recursos petrolíferos.

Os EUA querem evitar confrontos que poderiam ser manipulados por radicais sunitas, que se apresentariam como um baluarte contra os avanços curdos.

Falando sob anonimato, uma fonte norte-americana disse que Washington se "posicionou agora como um mediador honesto" nessas disputas.

Gates espera obter progressos a partir das conversas mantidas em Washington entre Maliki e o presidente Barack Obama, no sentido de buscar uma "relação normal", como qualificam ambos os países.

Isso inclui um bilionário gasto iraquiano em armas. Bagdá pretende adquirir 18 caças F-16 neste ano, chegando a 96 até 2020, disse em março à Reuters o brigadeiro Anwar Ahmed, comandante da Força Aérea iraquiana. Na época, ele citou preocupações com os vizinhos Irã e Síria.

O Congresso dos EUA já foi informado sobre possíveis vendas de armas ao Iraque no valor de cerca de 9 bilhões de dólares. Além dos caças, estariam sendo negociados um tanque M1A1 da General Dynamics Corp., helicópteros armados da Boeing ou Textron, e um cargueiro C-130J da Lockheed.

França, China e Rússia já venderam armas ao Iraque no passado. Qader disse na semana passada a funcionários do Pentágono que Bagdá está negociando a compra de caças também com "outras pessoas".

Os EUA pretendem retirar suas forças de combate do Iraque até agosto de 2010. No final de junho, as tropas de combate já se retiraram das suas bases urbanas.

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