HAVANA - Os cubanos desfilaram nesta sexta-feira ante o presidente Raúl Castro para comemorar o Dia do Trabalho e exigir que os Estados Unidos encerrem o embargo econômico de 47 anos, cuja manutenção, apesar do alívio em algumas das restrições, já foi anunciada por Barack Obama. Raúl Castro saudou da tribuna os cubanos que marchavam na Praça da Revolução, em Havana, sob o lema unidos, produtivos e eficientes exibido em um cartaz gigante.

O líder da Central de Trabalhadores de Cuba, Salvador Valdés, criticou em um breve discurso os Estados Unidos "pelos efeitos do férreo bloqueio econômico mantido pelo governo... há quase meio século com a obsessiva e fracassada pretensão de destruir a revolução".

Valdés exortou os cubanos a trabalhar com eficiência para ajudar a ilha a sair da complicada situação econômica, piorada em 2008 por três furacões que causaram um prejuízo de cerca de 10 bilhões de dólares.

Foi o terceiro desfile consecutivo do Dia do Trabalho que não foi presidido pelo líder Fidel Castro, em recuperação de uma doença desde 2006. Ele ficou no poder por 49 anos e foi substituído por Raúl Castro em fevereiro de 2008.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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