No dia da Independência na Ucrânia, presidente quer acelerar adesão à Otan

O presidente ucraniano, Viktor Yushenko, pediu neste domingo por ocasião do Dia da Independência da Ucrânia que a adesão de seu país à Otan seja acelerada, após afirmar que compartilha da dor da Geórgia pela invasão russa.

AFP |

"Temos que intensificar nossos trabalhos para nos tornarmos membros do sistema de segurança europeu e fortalecer as capacidades de defesa de nosso país", disse Yushenko, em discurso para comemorar o 17º aniversário da independência do país.

"Qualquer um que se preocupe com a Ucrânia deve afirmar abertamente que a entrada no sistema de segurança é a única maneira de proteger as vidas e garantir o bem-estar de nossas famílias, filho e netos", acrescentou.

Os líderes da Otan não aprovaram em abril a adesão rápida de Ucrânia e Geórgia à organização, mas não decretaram aceitar estas duas repúblicas no futuro.

Moscou se opõe energicamente à expansão da Aliança Atlântica para o leste, com o argumento de que o objetivo é conter a Rússia.

A Ucrânia, que alberga uma importante minoria russa, decidiu apoiar a Geórgia no confronto com a Rússia por causa da região separatista da Ossétia do Sul.

"Os acontecimentos na Geórgia não deixam a Ucrânia indiferente", disse Yushenko à multidão.

"Vossa dor está em nossos corações", acrescentou o presidente ucraniano, em referência ao povo georgiano.

O desfile militar do Dia da Independência cruzou a principal avenida de Kiev, Kreschatyk, sob os olhares de milhares de pessoas.

Yushenko condenou a "violenta intervenção" russa e prometeu que seu país não será o próximo alvo. "A Ucrânia fará todo o possível para prevenir qualquer escalada militar em nossa região", advertiu.

O conflito na Geórgia reativou as tensões em torno da Frota russa no Mar Negro com base em Sebastopol.

A Frota interveio nos combates, o que provocou reação de alarme do governo ucraniano. Kiev pediu a Moscou que vá se preparando para uma retirada de Sebastopol.

Os navios de guerra russos voltaram semana passada para sua base, sem problemas, e sob os aplausos entusiasmados da minoria russa na Ucrânia.

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