No Dia da Independência a Índia pede ao Paquistão que lute contra o terrorismo

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, em seu discurso pelo Dia da Independência, pediu nesta sexta-feira ao Paquistão que lute contra o terrorismo para não colocar em perigo o frágil processo de paz, afetado por um atentado contra a embaixada indiana no Afeganistão.

AFP |

Este discurso anual marca o fim do domínio britânico e a divisão há 61 anos do subcontinente entre a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, majoritariamente muçulmano, uma divisão que ocasiona permanentes tensões na região.

Sing afirmou que o atentado suicida cometido em julho contra a embaixada da Índia em Cabul "lançou uma sombra sobre os esforços para normalizar as relações com o Paquistão" depois da retomada das conversações de paz em janeiro de 2004.

A Índia acusou o serviço de inteligência paquistanesa por este atentado que deixou 60 mortos, incluindo dois diplomatas indianos.

O Paquistão nega seu envolvimento.

Protegido por um vidro à prova de balas no antigo Forte Vermelho de Nova Délhi, Sing disse ter expressado pessoalmente "sua preocupação e decepção ao governo do Paquistão".

A Índia também acusa o Paquistão de apoiar a guerrilha islâmica na região de Caxemira, no Himalaia, que ambos vizinhos disputam e que foi a causa de duas das três guerras que as duas potências nucleares travaram desde a independência em 1947.

Nova Délhi celebra o Dia da Independência sob fortes medidas de segurança porque suspeita que o Paquistão está vinculado a muitos dos atentados com bomba que acontecem regularmente na Índia.

Também foi instaurado um forte dispositivo de segurança na Caxemira indiana, afetada por violentas disputas territoriais que exacerbaram a tensão religiosa e a campanha separatista.

Singh se refiriu em seu discurso às pessoas que querem "dividir o povo em nome da religião", uma aparente ilusão aos elementos de linha dura hindus e muçulmanos.

O premier, que chegou ao poder em 2004, recordou que cresceu numa aldeia de carecia de eletricidade, médicos e telefones e, em função disso, prometeu melhorar o futuro dos jovens indianos combatendo o aumento dos alimentos e combustíveis e tentando manter o poderoso crescimento anual em uma taxa de pelo menos 10%.

pc-er/cn

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