No Chile, Marco Aurélio Garcia diz que América Latina resistiu à crise

VIÑA DEL MAR - O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse nesta sexta-feira no Chile, onde participa da Cúpula de Líderes Progressistas, que a América Latina demonstrou grande capacidade de resistir à crise internacional e que seus sistemas financeiros não foram contaminados por ativos tóxicos dos bancos norte-americanos.

Ansa |

Ele esteve presente ao seminário "Resposta a uma crise global: na direção de um futuro progressista", que antecedeu o início da cúpula principal, a qual reunirá autoridades de vários países, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os encontros ocorrem no balneário de Viña del Mar.    

Em sua exposição, Garcia falou da economia brasileira e das medidas que o governo adotou para fazer frente à turbulência global, que segundo ele teve início "não na periferia do mundo, e sim no coração do capitalismo".      

O funcionário deu destaque à fortaleza do sistema bancário nacional, em que boa parte do crédito sai dos cofres de instituições estatais, "que não foram privatizadas graças à mobilização da sociedade".      

Ao se referir a medidas tomadas pelo governo, ele destacou a implementação de políticas anticíclicas anteriores ao início da crise, e que tiveram como prioridade o aspecto social.      

Além disso, também mencionou um conjunto de políticas inspiradas no chamado Estado de bem-estar social, que possibilitou criar no Brasil um grande mercado de consumo de massa.     

Neste sentido, Garcia defendeu o aumento da influência estatal sobre a economia como alternativa para superar as dificuldades impostas pela crise.    

O mesmo ponto de vista foi apresentado pelo pré-candidato governista à presidência do Chile Eduardo Frei.    

Durante sua intervenção, o político, que já governou o país entre 1994 e 2000, afirmou que "o papel dos Estados nesta crise é uma necessidade, e não uma virtude".      

Frei indicou ainda que o atual momento exige governantes "responsáveis e confiáveis", em oposição aos que definiu como "aventureiros, especuladores e populistas".


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