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No Brasil, Zelaya insiste que EUA devem ser mais duros com golpistas

Brasília, 12 ago (EFE).- O chefe de Estado deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que será recebido hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou hoje em Brasília que confia em convencer os Estados Unidos a serem mais duros com os golpistas.

EFE |

"Reconhecemos o esforço americano, mas achamos que suas ações foram mornas demais e não são suficientes", declarou Zelaya, citado pela Agência Brasil.

Em sua opinião, o Governo do presidente dos EUA, Barack Obama, "pode tomar medidas mais enérgicas nos aspectos econômico, comercial, migratório e inclusive em relação a diversos tratados econômicos que tem com Honduras".

Segundo Zelaya, "70% das atividades econômicas, culturais, militares e políticas" de Honduras estão relacionadas diretamente com os EUA, e por isso Obama deveria "demonstrar seu repúdio ao golpe de forma mais dura".

Sobre o encontro que terá hoje com Lula, Zelaya declarou à Agência Brasil que haverá a tentativa de "traçar uma estratégia para que as medidas contra o regime golpista sejam mais enérgicas, tanto as adotadas pela América Latina, quanto as aplicadas pelos EUA".

Zelaya chegou ontem à noite a Brasília a bordo de um avião Falcon 50 de bandeira venezuelana.

A reunião com Lula está prevista para as 15h30 (horário de Brasília) e será realizada no Centro Cultural Banco do Brasil da capital, onde o presidente despacha provisoriamente, já que o Palácio do Planalto está em obras.

Desde que Zelaya foi derrubado do poder, em 28 de junho, o Brasil condenou o golpe e exigiu sua imediata restituição no poder, além de ter suspendido diversos acordos de cooperação que desenvolvia com o Governo hondurenho. EFE ed/bba

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