No ano-novo chinês, ambientalistas alertam: tigres correm risco de extinção

Hoje (14), a China comemora a entrada do Ano Novo Lunar, com o início do Ano do Tigre. Para aproveitar a data, organizações ambientais como o WWF (World Wildlife Fund) estão levantando um alerta: o felino corre sério risco de extinção.

iG São Paulo |

Atualmente, existem apenas 3.200 tigres selvagens no mundo, a maioria na Índia ¿ onde, no início do século XX, haviam mais de 100.000 animais viviam em liberdade. Três sub-espécies já foram consideradas extintas e uma terceira, o tigre do Sul da China, não é vista em liberdade na natureza há mais de duas décadas.

Embora a perda de seu habitat natural ainda seja uma das causas da queda de seus números, o maior perigo para a espécie ainda é a caça e tráfico ilegais, alimentada pela demanda, especialmente na China, por ossos, órgãos de tigre, usados em vários medicamentos tradicionais na Ásia. Pele de tigre também está na moda entre os novos-ricos chineses.

Entidades conservacionistas criticam o governo chinês, acusando-o de fazer vista grossa com a caça ilegal e permitir criações dos animais com o propósito de fornecer órgãos e peles para os medicamentos. Em janeiro, os 13 países asiáticos que abrigam a espécie se reuniram em uma conferência e se comprometeram a dobrar o número de tigres selvagens vivendo em liberdade até 2022. Em setembro, acontecerá na Rússia uma cúpula reunindo grupos conservacionistas e organizações internacionais para definir metas de conservação para os felinos.

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