No 8º dia de bombardeios, Israel lança ataque terrestre na Faixa de Gaza, dizem agências

A artilharia israelense entrou em ação, neste sábado, na Faixa de Gaza, pela primeira vez desde o início da ofensiva. Segundo informações oficiais, os tanques dispararam de Israel, a uma distância de aproximadamente 500 metros da fronteira com a Faixa de Gaza. Correspondentes da AFP na fronteira informaram que o exército israelense estava disparando dezenas de projéteis. Fontes do Hamas confirmaram a informação. Eles dizem que os alvos dos disparos foram diversas posições no norte de Gaza.

Redação com agências internacionais |



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O exército de Israel ainda não fez qualquer comentário sobre a operação, que acontece em meio à tensa expectativa do início de uma ofensiva terrestre contra o Hamas, após uma semana de bombardeios contínuos contra a Faixa de Gaza.

No início desta manhã, o líder do grupo militante palestino Hamas, Khaled Meshaal, ameaçou Israel e disse que o país terá um "destino negro" caso empreendesse um ataque terrestre contra a Faixa de Gaza. Em seu primeiro pronunciamento público desde o início da ofensiva israelense, no último sábado, Meshaal ainda afirmou que, apesar dos ataques aéreos e navais, a infra-estrutura do Hamas "sofreu pouco".

Reuters
Fumaça provocada por ataque israelense em Gaza neste sábado
Fumaça provocada por ataque israelense em Gaza neste sábado

Em um vídeo pré-gravado transmitido pela rede de TV Al-Jazzera, Meshaal, que vive exilado em Damasco, na Síria, afirmou que Israel cometeria um "erro tolo" se enviasse tanques para Gaza.

"Se vocês (Israel) cometerem a estupidez de lançarem uma ofensiva terrestre, então um destino negro os espera. Vocês verão a ira de Deus em Gaza. Vocês acham que o modo de ganhar as eleições (em 10 de fevereiro) é por meios de uma invasão, mas eu digo que é um erro", disse Meshaal.

"Não vamos ser derrotados, não vamos nos render ou desistir sob suas condições", disse Meshaal em um discurso direcionado a israelenses, palestinos e ao resto do mundo islâmico.

Ele afirmou que a ofensiva israelense não é um ataque apenas ao Hamas, mas a toda a "uma" (nação), o que analistas interpretaram como uma referência à idéia populista islâmica de que os palestinos estão defendendo o mundo muçulmano contra uma "cruzada" moderna.

Meshaal ainda criticou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que não se pronunciou até agora sobre a crise em Gaza, afirmando que o "começo não foi bom".

"Você fez comentários sobre (os ataques de) Mumbai, mas não diz nada sobre o crime do inimigo (Israel). Esta política de duas medidas tem que parar".

(*com informações das agências AFP e Reuters)

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