O número de pessoas desempregadas na Grã-Bretanha alcançou o nível mais alto desde 1995, de acordo com informações do Escritório Nacional de Estatísticas. Os dados do governo britânico mostram que mais 220 mil pessoas ficaram sem emprego nos três meses até junho, aumentando o número de desempregados para mais de 2,4 milhões e a taxa de desemprego para 7,8%.

Os pedidos de seguro desemprego aumentaram e chegaram ao pior nível dos últimos 12 anos. Com mais 24,9 mil pedidos a partir de junho, o total chegou a 1,58 milhão de pedidos.

A média dos ganhos, excluindo bônus ocasionais, teve o crescimento mais lento desde o início dos registros, em 2001. Os ganhos aumentaram a uma taxa anual de 2,5% nos três meses até junho e, no setor industrial, o aumento nos salários ficou em apenas 1,1%. Já no setor público britânico esta taxa chegou aos 3,7%.

A Câmara de Comércio Britânica alertou que o desemprego deve continuar aumentando rapidamente e ultrapassar os 3 milhões de desempregados, mesmo se a economia começar a crescer novamente.

'Frágil'
O Banco da Inglaterra (o Banco Central britânico) afirmou nesta quarta-feira que a economia britânica ainda precisa caminhar antes de se recuperar dos efeitos da crise econômica mundial.

Em seu último Relatório de Inflação trimestral, o banco alerta que qualquer recuperação em 2010 será "frágil".

No que diz respeito à previsão de inflação, o relatório do banco afirmou que "é mais provável" que a taxa anual de crescimento dos preços ao consumidor iria cair abaixo de 1%, temporariamente, nos próximos meses.

O Banco da Inglaterra afirmou no relatório que existem "sinais animadores" mostrando que as medidas tomadas para estimular a economia britânica tiveram um impacto.

A instituição recentemente acrescentou outras 50 bilhões de libras à economia britânica como parte de seu programa de estímulo ao crescimento econômico.

Mas o diretor do banco, Mervyn King, se mostrou pessimista ao avaliar se a política foi eficaz ou não. Ele sugeriu que o banco poderá pensar em medidas adicionais, mas alertou que, com as finanças públicas em um estado tão precário, não há muito espaço para expandir os planos de estímulo à economia.

"O ritmo da recuperação nos próximos anos é muito incerto", afirmou.

Vendas
As vendas a varejo na Grã-Bretanha registraram um novo aumento em julho de acordo com dados divulgados pelo Consórcio de Vendas Britânico.

O índice amplo de vendas na Grã-Bretanha, que não leva em consideração o impacto de abertura de novas lojas, aumentou em 1,8% no mês passado, comparado com julho de 2008.

Este aumento foi maior do que o índice registrado em junho, que foi de 1,4%.

As vendas de móveis e artigos para a casa registraram o maior crescimento dos últimos três anos. Alimentos e roupas também registraram aumento de vendas em julho.

As vendas pela internet e pelo correio também aumentaram em 20% em comparação a 2008.

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