Nigeriano que tentou explodir avião tinha entrada proibida no Reino Unido

O nigeriano que tentou explodir um avião nos Estados Unidos no dia do Natal tinha a entrada proibida no Reino Unido, desde que em maio teve negado um visto de estudante, informou nesta segunda-feira o ministro britânico do Interior.

AFP |

Umar Faruk Abdulmutallab, o nigeriano muçulmano de 23 anos que tentou explodir um Airbus com 290 pessoas a bordo pouco antes de chegar a Detroit (norte), figurava na lista de pessoas que deveriam ser vigiadas depois que teve negado o visto, declaru Alan Johnson à Rádio BBC Four.

O ministro acrescentou suspeitar que o terrorista não agiu sozinho, e indicou que a polícia britânica está tentando determinar o que aconteceu quando ele esteve em solo britânico e os vínculos que manteve até então.

Segundo a família de Abdulmutallab, o nigeriano mudou de comportamento recentemente.

"O desaparecimento e a interrupção das contatos, que levaram sua mãe e seu pai a alertar as agências de segurança, não correspondem em absoluto com sua personalidade e são transformações muito recentes", afirma a família de Abdulmutallab, mais conhecida na Nigéria com o nome de Mutallab.

"Desde a infância, Umar Faruk Abdulmutallab, que recebeu a maior atenção possível dos pais, nunca demonstrou atitudes, comportamentos nem relações que provocassem inquietação", completa o comunicado.

"A família vai prosseguir cooperando plenamente com as agências de segurança locais e internacionais na investigação e agradece a Deus todo-poderoso que nenhuma vida tenha se perdido no incidente".

Umar Faruk Abdulmutallab, de 23 anos, filho de um banqueiro e ex-ministro, foi transferido de um hospital em Michigan, onde estava internado para tratar as queimaduras que tinha no corpo, para um centro de detenção federal na cidade de Milan, no mesmo estado, informou seu advogado.

Abdulmutallab, de 25 anos, não foi autorizado a falar com ninguém desde sua prisão, na sexta-feira.

Ele, que foi indiciado no sábado, se encontra no no centro médico da Universidade de Michigan com queimaduras de segundo e terceiro grau, resultado da tentativa de acionar o explosivo que trazia junto ao corpo para derrubar o avião.

O jovem nigeriano disse aos agentes de segurança americanos ter sido treinado pela rede terrorista Al Qaeda no Iêmen.

fgf/fp/cn

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