Nigeriano é indiciado por tentativa de atentado aéreo

WASHINGTON (Reuters) - Um júri dos Estados Unidos indiciou nesta quarta-feira o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab por seis acusações relativas ao frustrado atentado do dia de Natal em um voo Amsterdã-Detroit, que expôs grandes falhas no sistema de segurança norte-americano. O nigeriano de 23 anos foi dominado por passageiros e tripulantes quando se preparava para acionar explosivos que disse ter recebido da Al Qaeda no Iêmen, onde também passou por treinamento.

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O júri de Michigan o acusou, entre outros crimes, de tentar matar os outros 289 passageiros e tripulantes a bordo e usar uma arma de destruição em assa.

A bomba, escondida em suas roupas íntimas, continha, entre outros ingredientes, tetranitrato de pentaeritritol (PETN) e triperóxido de triacetona (TATP), e foi preparada por Abdulmutallab para ser detonada no momento em que desejar, de acordo com o texto do indiciamento.

Uma audiência de detenção foi marcada para sexta-feira num tribunal de Detroit, mas não está claro se o procedimento irá ocorrer.

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, não descartou que haja outros indiciamentos. "Quem quer que descubramos que seja responsável por este alegado ataque será levado à Justiça usando todas as ferramentas --militares ou judiciais-- disponíveis para o nosso governo", disse.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na terça-feira, em reunião de duas horas com a sua equipe de segurança, que o incidente foi uma "trapalhada" das agências de espionagem e do Departamento de Estado norte-americano.

Esses órgãos tinham informações sobre o caráter radical de Abdulmutallab, mas não o incluíram em uma lista de pessoas proibidas de embarcar.

O almirante Mike Mulllen, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse que parte do problema consiste em filtrar e compartilhar a gigantesca quantidade de dados apurados pelas agências de espionagem.

"Tem a ver com o compartilhamento de informações e tem a ver com uma enorme burocracia. E coletamos uma quantidade extraordinária de dados", afirmou o almirante.

(Reportagem de Jeremy Pelofsky)

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