Nigéria não reconhecerá novo Governo militar imposto na Mauritânia

Lagos, 6 ago (EFE).- A Nigéria não reconhecerá o novo Governo militar da Mauritânia imposto após o golpe de Estado da quarta-feira contra o presidente Sidi Mohammed Ould Abdallahi, eleito democraticamente em 2007.

EFE |

O presidente da Nigéria, Umaru Yar'Adua, disse que a decisão foi tomada porque o novo Governo militar mauritano não chegou ao poder por meios constitucionais, informou hoje a imprensa local.

"Nossa região avançou muito em termos de paz, segurança e permanência da democracia", disse Yar'Adua, em uma recepção aos responsáveis de defesa dos países da África Ocidental, reunidos estes dias em Abuja, capital da Nigéria "Nosso povo pagou um preço muito alto pela democracia e não nos podemos permitir voltar atrás no tempo", disse.

O governante nigeriano ressaltou que, segundo o estatuto da União Africana (UA), o organismo não reconhecerá nenhum Governo que não chegar ao poder por meios constitucionais, para evitar a instabilidade e insegurança na região, e poder promover o desenvolvimento.

O presidente da Mauritânia e seu primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, foram detidos na quarta-feira pelos comandantes do Exército, que anunciaram a criação de um Conselho de Estado presidido pelo até então chefe da Guarda Presidencial, general Mohammed Ould Abdelaziz.

O golpe militar aconteceu depois que Abdallahi ordenou a destituição de Abdelaziz e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Mohammed el-Ghazuani. EFE hc/an

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