Nigéria deve executar presos para descongestionar prisões

Lagos, 22 abr (EFE).- Os governadores de 36 estados da Nigéria estão dispostos a executar os cerca de 300 condenados à morte existentes no país para descongestionar as prisões, informaram hoje a imprensa local.

EFE |

Theodore Orji, governador do estado de Abia, na região petrolífera do sudeste do país, anunciou a decisão em nome de seus colegas após um Conselho de Estado, que é o principal órgão assessor da Presidência, em Abuja, capital federal.

"O Conselho enfrenta o problema porque os que cometeram os delitos e foram condenados à pena de morte continuam vivendo pela falta de coragem das autoridades de executá-los", disse Orji.

Segundo ele, embora os governadores não sejam responsáveis por realizar as execuções, todos estão dispostos a ratificar as ordens "dos considerados culpados por delitos de maior gravidade como assassinato, sequestro e roubo à mão armada".

As autoridades do Governo apontaram a retomada das execuções, suspensas oficialmente no país desde 2002, como um meio para descongestionar as prisões, onde ocorrem com frequência motins devido às péssimas condições.

O último incidente ocorreu na segunda-feira passada. Um motim no presídio de Kadura acabou com mortos e um número considerável de feridos.

A pena de morte segue na legislação de alguns estados da zona petrolífera do sul do país que aprovaram no ano passado leis que contemplam crimes relacionados ao sequestro, muito frequente na região. EFE da/dm

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