Nigéria: combates exército-islamitas fazem 300 mortos desde domingo

Mais de 300 pessoas morreram desde domingo no norte da Nigéria em confrontos entre forças da ordem e islamitas radicais, mas os militares pareciam ter-se apoderado na noite desta quarta-feira do principal bastião dos radicais islamitas, pró-talibãs, que fugiram.

AFP |

"Tomamos seu feudo. Eles fugiram, mas estamos perseguindo-os", afirmou o coronel Ben Ahonotu, chefe das operações militares em Maiduguri.

Segundo fonte militar, mais de 1.000 soldados foram mobilizados em Maiduguri na tarde de quarta-feira.

Os combates entre as forças de segurança nigerianas e grupos islamitas prosseguiram durante a jornada de quarta-feira em Maiduguri.

Fontes policiais indicaram que os combates se concentraram em cinco bairros da cidade de Maiduguri.

As autoridades nigerianas haviam anunciado na terça-feira terem lançado o ataque final contra a residência do chefe dos radicais islâmicos pró-talibã que atuam no norte do país, depois de três dias de combates.

O presidente nigeriano, Umaru Yar'Adua, havia revelado que as forças de segurança realizavam o ataque final contra o líder dos extremistas, Muhamed Yusuf

Desde domingo, as forças de segurança combatem violentamente no norte da Nigéria membros de uma seita islâmica que se apresenta como "os talibãs", nome dos radicais muçulmanos afegãos que foram derrubados em 2001 pelos Estados Unidos e seus aliados.

"Centenas de cadáveres foram depositados no local do quartel general da polícia e estão trazendo mais", disse por sua vez Ibrahim Bala, jornalista de uma rádio local.

Bala contou à AFP que a polícia está recolhendo das ruas os corpos de militantes mortos nesta cidade, onde foi imposto um toque de recolher.

Os enfrentamentos que começaram no domingo passado se espalharam pelos estados de Bauchi, Borno, Kano e Yobe, os quatro no norte do país, o mais populoso do continente africano.

Igrejas e prédios do governo foram incendiados por grupos de militantes, chamados de "talibãs da Nigéria".

É o mais violento episódio de violência religiosa no país desde novembro de 2008, quando grupos de defesa dos direitos humanos denunciaram a morte de 700 pessoas dentro e ao redor da cidade de Jos.

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