Nigéria acha injusto figurar na lista dos países controlados pelos EUA

A Nigéria considera injustiça figurar na lista dos Estados Unidos dos países que devem ser vigiados depois que um nigeriano tentou explodir um avião americano no Natal, declarou nesta segunda-feira a ministra da Informação e porta-voz do governo.

AFP |

"É injusto incluir a Nigéria na lista de controles reforçados porque os nigerianos não têm tendências terroristas", afirmou Dora Akunyili, acrescentando que se trata de uma medida discriminatória.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo um reforço do controle sobre os passageiros de voos procedentes de certos países, dez dias após o frustrado atentado contra um avião da Northwest Airlines que ligava Amsterdã a Detroit.

Por determinação da Administração da Segurança nos Transportes (TSA), foi reforçado o controle sobre todos os passageiros procedentes de países considerados patrocinadores do terrorismo "ou de qualquer outro país envolvido".

A TSA não precisa que países integram a lista do controle reforçado, mas Cuba, Irã, Sudão e Síria são os quatro estados que figuram na relação dos patrocinadores do terrorismo internacional.

Um alto funcionário americano disse à AFP que a medida inclui todos os passageiros procedentes de 14 países, incluindo Afeganistão, Líbia, Nigéria, Paquistão, Somália e Iêmen.

A fonte não quis revelar os outros quatro países, mas os jornais The New York Times e Washington Post citaram, com base em funcionários oficiais não identificados, Argélia, Líbano, Arábia Saudita e Iraque.

O procedimento será aplicado a todas as companhias aéreas, americanas ou não, a partir da meia-noite deste domingo nos Estados Unidos (03H00 Brasília de segunda-feira).

A medida prevê a utilização de recursos e tecnologias avançadas de controle de passageiros e bagagens.

O site Politico, que cita um alto funcionário do governo, revela que "100%" dos passageiros nascidos ou procedentes destes países serão submetidos a uma revista pessoal "completa" e a inspeção "manual" de sua bagagem.

No dia de Natal, o nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab tentou explodir um avião da companhia Northwest Airlines com quase 300 pessoas a bordo, pouco antes do pouso do aparelho em Detroit (norte dos EUA). Depois de ser preso, ele admitiu ter sido treinado e equipado pela rede terrorista Al-Qaeda no Iêmen.

col/cn

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