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Niemeyer ratifica denúncia de conspiração para desmembrar Bolívia

Havana, 23 abr (EFE).- O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, junto com outros 200 intelectuais de esquerda, denunciou uma conspiração para desmembrar a Bolívia, apoiada supostamente por oligarcas do país e pelo imperialismo americano, informa hoje a imprensa nacional cubana.

EFE |

Também participaram da denúncia os Prêmios Nobel da Paz argentino Adolfo Pérez Esquivel (1980) e guatemalteca Rigoberta Menchú Tum (1992), o escritor uruguaio Eduardo Galeano e o intelectual americano Noam Chomsky.

Também assinam a denúncia o ex-procurador-geral americano Ramsey Clark, o poeta nicaragüense Ernesto Cardenal, a romancista mexicana Elena Poniatowska, o dramaturgo espanhol Alfonso Sastre e o músico franco-espanhol Manu Chao, entre outros.

As assinaturas foram colhidas depois de o presidente da Bolívia, Evo Morales, participar na segunda-feira da 7ª Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Os intelectuais apóiam Morales e denunciam "as ações subversivas e anticonstitucionais com que os grupos oligárquicos pretendem dividir a nação boliviana".

Essas ações, acrescentam, "refletem a mentalidade racista e elitista destes setores e constituem um perigosíssimo precedente, não só para a integridade desse país, mas também para a de outros de nossa região".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou para hoje em Caracas uma cúpula extraordinária da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) para analisar a situação na Bolívia com Morales, com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e com o vice-presidente de Cuba, Carlos Lage. EFE am/wr/fb

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