Nicolas Sarkozy e Carla Bruni se tornam a imagem da França em 2008

Paris, 20 dez (EFE).- O francês Nicolas Sarkozy, por suas atividades como presidente da nação, e a ex-modelo e cantora de origem italiana Carla Bruni, por ter se tornado a primeira-dama do país, foram, sem dúvida, as pessoas que mais tiveram seu nome e imagem associados aos da França durante o ano de 2008.

EFE |

O romance entre ambos, que logo acabou em casamento, fez todas as atenções se voltarem para a vida amorosa do presidente francês, que, ao longo de seu mandato, conseguiu reverter sua impopularidade com uma série de intervenções e iniciativas de cunho humanitário e midiático.

O conservador Sarkozy, que se separou da então mulher, Cecilia, em outubro de 2007, cerca de seis meses após tomar posse, casou-se com Carla Bruni no começo deste ano, após várias viagens e aparições públicas em companhia da ex-modelo, uma conhecida simpatizante da esquerda.

Até a atual primeira-dama da França contar detalhes de sua relação com o marido no livro "A Verdadeira História de Carla e Nicolas", lançado em junho, durante meses os dois alimentaram com rumores as seções de fofoca da imprensa mundial, que sempre deu destaque ao casal, por onde quer que ele passasse.

O cerco da imprensa, no entanto, acabou sendo sabiamente administrado por Sarkozy, que, sabendo que assumiria a Presidência rotativa da União Européia (UE) no segundo semestre, se aproveitou da cobertura jornalística para se lançar como um líder de relevância mundial e dar ainda mais destaque à voz da França no cenário internacional.

Ao tomar a frente da UE em meados do ano, Sarkozy encontrou mais uma plataforma para o lançamento de suas iniciativas, uma delas a cúpula que, em novembro, levou os chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) até Washington para debater mudanças no sistema financeiro global.

Sarkozy também tentou recolocar seu país na vanguarda das relações entre europeus e africanos com a proposta para a criação da União pelo Mediterrâneo, uma evolução do Processo de Barcelona, que, no entanto, encontrou obstáculos no conflito entre palestinos e israelenses.

Além disso, o presidente francês desempenhou um papel de destaque nas gestões junto às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pela libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt, que viajou para Paris logo após seu resgate.

Em relação aos contatos com os Estados Unidos, apesar das diferenças ideológicas com o democrata Barack Obama, recém-eleito para a Presidência americana, Sarkozy conseguiu passar a impressão de que as relações entre ambos os países serão marcadas mais pelos entendimentos do que pelas divergências.

Já Bruni, que lançou um disco com referências à cocaína da Colômbia já depois de ter virado primeira-dama, garante todo o glamour de que um casal presidencial francês precisa.

Com uma elegância e um charme surpreendentes, que lhe valeram elogios quando em março foi apresentada à Família Real britânica durante a visita de Estado do marido ao Reino Unido, a ex-modelo foi capa da edição de setembro da revista americana "Vanity Fair", na qual, em um ensaio assinado pela fotógrafa Annie Leibovitz, exibiu um estilo que imediatamente remetia ao de Jackie Kennedy.

"Ela era muito jovem e moderna e, claro, inconscientemente, me projetaria mais como Jackie Kennedy do que, por exemplo, como a Madame De Gaulle, que era a clássica francesa atrás de seu marido", disse Bruni à publicação, deixando claro que deseja ter sua própria agenda no Palácio do Eliseu.

A cantora, que recentemente admitiu que ainda não dispõe dessa agenda própria, por outro lado, já disse várias vezes que sua carreira musical continuará, embora limitada por seus compromissos como primeira-dama.

O que poucos esperavam é que, depois de um ano no qual fez de tudo para aparecer, e bem, na mídia, Sarkozy fosse terminá-lo como um boneco de vodu, cuja comercialização, apesar dos esforços em contrário do presidente francês, foi liberada pela Justiça do país, sob o argumento de que o brinquedo respeita os limites "da liberdade de expressão e do direito ao humor" e não viola o direito à própria imagem. EFE jam/sc/mh

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