Nicarágua não extraditará sobreviventes de ataque contra Farc

Manágua, 15 mai (EFE) - O Governo de Manágua não extraditará a Quito as duas colombianas e uma mexicana que sobreviveram à incursão militar colombiana contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador em 1º de março, informou hoje uma fonte oficial.

EFE |

A Procuradoria do Equador não excluiu pedir a extradição dessas três mulheres, que estão em Manágua sob asilo.

A ministra de Governo nicaragüense, Ana Isabel Morales, disse à "Radio Nicaragua" que as colombianas Doris Torres Bohórquez e Martha Pérez Gutiérrez, assim como a mexicana Lucía Morett, não podem ser extraditas ao Equador "sob nenhum aspecto", porque estão asilados nesta nação centro-americana.

"O asilo é uma figura do direito humanitário que contempla a proteção às pessoas que pedirem, precisamente quando são perseguidas políticas", sustentou a funcionária.

A ministra de Governo assinalou que o Governo de Daniel Ortega concedeu asilo a essas três mulheres sobreviventes à operação militar colombiana contra o acampamento clandestino das Farc, "porque há razões fundamentadas de perseguição política" em seus países de origem.

Acrescentou, portanto, que o Estado nicaragüense protegerá essas três mulheres e não as extraditará.

As duas colombianas chegaram a Manágua procedente de Quito no domingo passado em um avião do Exército nicaragüense alugado pelo presidente para esse fim.

O procurador-geral do Equador, Washington Pesántez, disse na quarta que poderia solicitar a extradição, mas admitiu que isso será difícil, devido ao asilo que gozam as três mulheres na Nicarágua.

EFE lfp/db

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