Nações Unidas, 29 set (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Nicarágua, Samuel Santos López, pediu o apoio das Nações Unidas para reverter a situação em Honduras, onde houve a tentativa de matar os afãs democráticos do povo.

"Condenamos o golpe de Estado em Honduras e asseguramos nossa definitiva decisão de não reconhecer os resultados de qualquer farsa eleitoral nesse país. Com este golpe, quiseram matar as esperanças e afãs democráticos do povo hondurenho", defendeu hoje Santos, no debate anual da Assembleia Geral da ONU.

Acrescentou que, em Honduras, onde em 28 de junho o presidente eleito Manuel Zelaya foi deposto e substituído - por designação do Parlamento - por Roberto Micheletti, "será inevitável uma mudança que irá além de uma democracia formal e hipócrita", e denunciou "o assassinato que está se cometendo com o povo hondurenho".

"Afirmamos com toda clareza os planos de assassinar Zelaya e ouçam agora, porque depois dirão que ele se suicidou", advertiu o ministro nicaraguense sobre a situação do líder deposto, que se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e que, na segunda-feira, discursou neste debate por telefone celular.

Santos disse que seu país apoia "incondicionalmente" a proposta feita ontem à noite neste fórum pela chanceler de Zelaya, Patricia Rodas, de pedir a colaboração da ONU e de transformar a Assembleia em "um paraninfo onde sejam tomadas decisões essenciais e insubstituíveis". EFE mgl/an

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.