Neve leva prefeitura de Roma a fechar Coliseu

Itália tem a mais forte nevasca desde a década de 1980; mortes por onda de frio passam de cem na Ucrânia

iG São Paulo | 03/02/2012 14:32 - Atualizada às 17:55

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Uma forte e rara nevasca nesta sexta-feira região central de Roma, capital da Itália, levou a prefeitura a fechar o Coliseu e o Foro Romano, duas das principais atrações turísticas da cidade, para visitas.

Esta é a mais forte nevasca na capital italiana desde a década de 1980. Por volta do meio-dia, cerca de 40 cm de neve havia caído nos arredores da cidade. A previsão é que o tempo melhore no sábado.

Leia também: Mortes causadas pelo frio passam de cem na Ucrânia

Foto: AP

Neve causa fechamento do Coliseu em Roma, capital da Itália (03/02)

O prefeito Gianni Alemanno permitiu que as escolas continuem abertas, mas pediu que aulas não sejam ministradas, para não prejudicar os alunos que não conseguirem comparecer. Segundo Alemanno, apenas 5% foram à escola.

Muita neve caiu em grande parte da Itália esta semana, causando interrupções nos serviços de trens e no transporte rodoviário, especialmente nas regiões montanhosas do Piemonte, Emília Romana, Toscana e Úmbria.

Onda de frio

A onda de frio que vem atingindo a Europa nos últimos dias já deixou ao menos 180 mortos em todo o continente. O país mais aingido é a Ucrânia, onde 101 morreram desde a sexta-feira passada, de acordo com o governo.

A maior parte dos mortos na Ucrânia é de sem-teto e 64 deles foram encontrados nas ruas, segundo informações do Ministério de Emergência. Centenas de outras pessoas foram internadas com queimaduras devido ao frio, hipotermia e outros problemas relacionados ao clima.

As autoridades do país fecharam escolas e universidades além de abrir cerca de 3 mil abrigos com aquecimento e alimentos em todo o país.

O primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, anunciou que o país queimou 1 bilhão de metros cúbicos de gás em apenas três dias. A Ucrânia comprou da Rússia 27 bilhões de metros cúbicos de gás para todo o ano de 2012.

A fornecedora do produto, a Gazprom, já afirmou que a Ucrânia está excedendo o nível de consumo de gás previsto no contrato."É um momento muito difícil para o país", disse o primeiro-ministro.

Além da Ucrânia, a Polônia é um dos países mais afetados. O ministro do Interior do país registrou mais oito mortes nesta sexta-feira, elevando o número de vítimas fatais da onda de frio para 37.

Na Sérvia, pelo menos 11 mil pessoas estão isoladas devido à neve e tempestades em áreas montanhosas, segundo a agência de notícias Associated Press. Seis pessoas morreram no país. Na Bulgária, ao menos 11 morreram, enquanto na Romênia os óbitos somam 24, de acordo com diversas agências de notícias.

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A França teve sua primeira morte registrada por conta das baixas temperaturas. Um homem de 82 anos que sofria de Alzheimer faleceu no povoado francês de Lemberg, após sair de sua casa de pijama.

A agência oficial de notícias russa Interfax registrou 64 mortos vítimas do tempo frio desde o início de janeiro, mas não está claro se os óbitos estão diretamente relacionados às rígidas geadas que tiveram início na semana passada.

Segundo a Associated Press, seis foram mortos na Bósnia, enquanto a Holanda teve sua primeira morte confirmada. Outros relatos afirmam que há um morto na Albânia, três na Eslováquia, três na Estônia e três na Itália.

Com Reuters, AP, AFP e BBC 

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