Neve diminui em Pequim, mas segue causando problemas no norte China

PEQUIM - Os fortes ventos siberianos, que levaram parte da neve, e os trabalhos de limpeza de 20 mil operários melhoraram nesta terça-feira a situação em Pequim após a maior nevasca em 60 anos, embora siga havendo problemas de transporte e energia em outras zonas do norte da China.

EFE |

A neve deixou de cair na maior parte do país, mas em algumas zonas houve problemas que obrigaram a reduzir a provisão de energia elétrica, enquanto o temporal e o intenso frio continuaram em zonas do norte que rodeiam Pequim, como a Mongólia Interior, Hebei e Shandong.

Reuters
Neve é removida na China, que sofre com o inverno rigoroso



Na litorânea Shandong, praticamente todas as estradas ficaram bloqueadas, e os quatro aeroportos da província permaneceram fechados no dia de ontem, segundo informou hoje o diário "China Daily".

No aeroporto de Pequim, a situação na segunda-feira melhorou sensivelmente em relação a domingo, quando foram afetados cerca de 1.200 voos (90% do total). Nesta segunda foram cerca de cem cancelamentos, afetando novamente muitos viajantes que retornavam do feriado de Ano Novo.

As aulas foram retomadas na capital, após a suspensão de ontem, e as calçadas e ruas já estão acessíveis, embora siga havendo grandes montes de neve nas zonas menos transitadas.

Um trem que circulava pela Mongólia Interior ficou literalmente enterrado com seus quinze vagões e 1.400 passageiros a bordo em um monte de neve de dois metros de espessura.

As autoridades precisaram da ajuda do Exército para resolver a situação, com 2.000 soldados usando pás para desenterrar o trem, conseguindo evacuar sãos e salvos os passageiros após quase um dia de trabalho.

Um drama similar aconteceu na estrada de Badaling, que une Pequim com a vizinha Hebei passando pela Grande Muralha, e onde alguns veículos ficaram sob a neve até dois dias.

Pequim sofreu nas últimas horas mínimas de até 14 graus abaixo de zero, a temperatura mais baixa na cidade em 50 anos, segundo meteorologistas.

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