Neto de Indira Gandhi ganha liberdade condicional

Nova Délhi, 16 abr (EFE).- a Corte Suprema indiana concedeu hoje liberdade condicional de duas semanas a Varun Gandhi, neto da ex-primeira-ministra Indira Gandhi e acusado de incitar à violência religiosa, que assim poderá se candidatar nas eleições legislativas da Índia.

EFE |

Segundo a agência "PTI", a Corte condicionou a liberdade a que ele não volte a incitar o ódio inter-religioso.

"Atendendo aos fatos e às circunstâncias, aceitamos colocá-lo em liberdade condicional por duas semanas, sob a condição de que prometa ao superintendente da prisão de Etah que não fará discursos que possam causar distúrbios religiosos nem incitar o ódio entre castas e comunidades", determina a sentença, segundo a "PTI".

Após ser libertado, provavelmente amanhã, Varun, de 29 anos, poderá lutar por uma cadeira no Parlamento entre os candidatos do partido opositor hinduísta Bharatiya Janata Party (BJP), pelo distrito de Pilibhit, no norte da Índia.

O prazo para que o jovem Gandhi apresente sua candidatura termina no dia 24 e a votação acontecerá em 13 de maio, durante a quinta e última fase da eleição, que começou hoje.

Entre essas duas datas, ele enfrentará, em 1º de maio, uma nova audiência pela de acusação de incitação à violência religiosa.

Elas foram abertas após dois polêmicos discursos em comícios eleitorais nos quais ameaçou os muçulmanos da Índia e provocou-os dizendo que deixassem o país, mudando-se para o Paquistão.

A atitude de Varun levou a Comissão Eleitoral a pedir ao BJP a retirada de sua candidatura, o que o partido rejeitou.

Apesar de sua linhagem, ele é rompido com o histórico Partido do Congresso, da dinastia Nehru-Gandhi e atual governante, tendo se integrado à oposição hinduísta. EFE mb/jp

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