Jerusalém, 9 set (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou Rússia na segunda-feira a fim de analisar com o Kremlin os acordos de armamento que o país tem com a Síria e o Irã, e a transferência de armamento militar para o Hezbolah, segundo a imprensa local.

Assim confirmaram hoje fontes oficiais israelenses citadas pela imprensa, depois que nos últimos dias alguns meios de comunicação informassem que Netanyahu "desapareceu" durante dez horas na segunda-feira sem que se soubesse seu paradeiro.

A viagem do chefe do Executivo israelense se manteve em segredo e em seu Escritório unicamente conheceram o secretário para assuntos militares, geral Meir Kalifi, e o assessor de segurança nacional, Uzi Arad, que acompanharam a Netanyahu a Moscou, menciona a versão eletrônica do jornal "Ha'aretz".

Ninguém no Ministério de Exteriores foi informado, salvo o chefe da diplomacia, Avigdor Lieberman, assim como o titular da Defesa, Ehud Barak, aos que se ordenou manter a discrição.

Nem a embaixada israelense em Moscou foi informada da viagem.

As fontes oficiais disseram que a reunião que Netanyahu manteve com representantes russos se centrou em assuntos relacionados com a segurança, principalmente em conhecer os detalhes dos acordos de armas que a Rússia mantém com o Irã e Síria, países inimigos do Estado judeu.

O primeiro-ministro israelense apresentou a funcionários russos provas que demonstrariam que parte do arsenal exportado pela Rússia acaba em mãos da milícia xiita libanesa Hezbolah, o que supõe uma séria ameaça contra a segurança de Israel.

Neste país preocupa especialmente a venda por parte da Rússia de mísseis antiaéreos S-300 a Teerã, sendo que se estes fossem localizados fora das instalações nucleares iranianas complicariam um eventual ataque israelense, acrescenta o jornal de Tel Aviv.

Além disso, também alerta a venda de mísseis terra-terra e antitanque à Síria.

O Escritório do Primeiro-ministro israelense não negou as informações sobre a viagem a Moscou.

O diário "Yedioth Ahronoth" tinha informado que durante sua ausência de várias horas, Netanyahu visitou instalações de segurança como o Mossad, enquanto um meio palestino chegou a assegurar que tinha viajado para um país árabe que não mantém relações diplomáticas com Israel. EFE db/fk

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