Netanyahu viaja aos EUA pouco disposto a aceitar Estado palestino

Jerusalém, 16 mai (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajará nesta madrugada aos Estados Unidos com dois assuntos na pasta - o conflito com os palestinos e o Irã-, mas com poucas ofertas ao presidente americano, Barack Obama, para levar paz ao Oriente Médio.

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Apesar da profunda aliança estratégica entre os países, Netanyahu e Obama podem ter divergências devido à dificuldade do premiê em aceitar uma fórmula de dois Estados -, um israelense e outro palestino -, ideia apoiada pela comunidade internacional.

Cansados de conversas fracassadas que não conduzem à independência, os palestinos se negam a retomar o diálogo de paz se antes Netanyahu não aceitar a existência de um Estado nacional palestino.

Na segunda-feira, o chefe de Governo israelense transmitirá a Obama a "proposta clara" de resolução do conflito com os palestinos, baseada em avançar paralelamente em três vias: diplomática, econômica e de segurança, explicaram à Agência Efe fontes oficiais israelenses.

Netanyahu defende que os palestinos tenham no futuro "todos os poderes, salvo os que prejudiquem a segurança nacional de Israel", mas não um "Estado soberano" que possa facilitar que "a Guarda Revolucionária iraniana esteja do outro lado de nossa fronteira", acrescentaram as fontes, que pediram anonimato.

O ministro da Defesa israelense, o trabalhista Ehud Barak, minimizou hoje na televisão a importância do "não" de partida de Netanyahu.

"Os árabes dizem 'dois Estados'. Não vejo razão alguma pela qual Netanyahu não poderia dizer isso no final de um acordo... haveria dois povos vivendo um ao lado do outro em paz e respeito mútuo", disse o encarregado por negociar a paz com Yasser Arafat quando era primeiro-ministro (1999-2001).

Nos últimos dias, a imprensa e comentaristas políticos especulam sobre o nível de pressão que os Estados Unidos, a principal fonte de ajuda econômica e militar de Israel, colocarão sobre Netanyahu, em contraste com a carta branca dos mandatos de George W. Bush.

Tudo parece girar em torno da grande obsessão de Israel, o programa nuclear do Irã, que poderia ser a moeda de negociação. EFE ap/db

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