Netanyahu se reúne com extrema direita para coalizão de governo em Israel

JERUSALÉM - O líder do direitista Likud, Benjamin Netanyahu, se reunirá nesta quarta-feira com formações da extrema direita e dos ultra-ortodoxos para negociar sua entrada em um governo de coalizão, após fracassar na tentativa de integrar um Executivo mais moderado.

EFE |


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Após receber o "não" - pelo menos provisório - do Kadima de Tzipi Livni, de centro-direita, e do Partido Trabalhista, de Ehud Barak, para fazer parte de seu gabinete, Netanyahu iniciará nesta quarta os contatos com o ultradireitista Israel Beiteinu, de Avigdor Lieberman.

Após se encontrar com Lieberman, que se transformou na terceira força política israelense ao obter 15 deputados nas eleições, Netanyahu se reunirá com as duas legendas ultra-ortodoxas judaicas: a sefardita Shas, que conta com 11 cadeiras, e o Judaísmo Unido da Torá, com cinco.

Para fazer parte do Executivo, os dois partidos de caráter religioso exigem a construção de casas para seu empobrecido eleitorado, mais ajuda para as escolas rabínicas e incentivos à natalidade, assim como a pasta da Habitação e o controle da Administração de Terras, informa o jornal "Ha'aretz".

Netanyahu receberá seus interlocutores em um hotel em Ramat Gan, localidade próxima a Tel Aviv, um dia após completar sua equipe de negociação, coordenada pelo deputado Gideon Sa'ar.

Novo governo

Há cinco dias, o líder do Likud recebeu do presidente de Israel, Shimon Peres, a incumbência de formar governo, após constatar que Netanyahu tinha mais apoio para armar uma coalizão, apesar de no recente pleito ter obtido um deputado a menos que os 28 do Kadima.

Netanyahu, que já foi primeiro-ministro entre 1996 e 1999, tem até 20 de março para consolidar uma coalizão, mais duas semanas complementares se for necessário.

O líder do Likud tenta, em paralelo, definir duas eventuais coalizões governamentais: uma de união nacional com o Kadima mais outros partidos, e outra com as legendas religiosas e de direita radical, contrárias às concessões territoriais ao povo palestino.

Likud e Kadima somariam 55 legisladores, mas precisariam de apoio da direita, como os do Shas e do Israel Beiteinu, ou da esquerda, do Partido Trabalhista (13 cadeiras).

Netanyahu prefere um governo de união nacional, que dê estabilidade a Israel diante de suas duas principais preocupações: a crise financeira internacional e o programa nuclear iraniano.

Livni, no entanto, deixou claro que prefere a oposição a integrar um Executivo de direita que não aposte na paz com os palestinos, um processo de negociação ao qual se opõem tanto Netanyahu quanto a extrema direita.

A chefe da diplomacia israelense também rejeita se unir a um Executivo sem rotação de primeiros-ministros, uma fórmula usada nos anos 80 pelos então líderes do Partido Trabalhista, Shimon Peres, e do Likud, Yitzhak Shamir, para resolver outro empate virtual nas eleições.

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