Netanyahu responde à Hillary que já demonstrou compromisso de paz

Jerusalém, 16 mar (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje que já demonstrou com palavras e fatos seu compromisso com a paz, em resposta as declarações da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

EFE |

"O Governo de Israel provou no último ano seu compromisso com a paz, tanto em palavras como em fatos", assinalou em comunicado a partir de seu escritório para o jornal "Ha'aretz".

Horas antes, Hillary tinha assegurado em reunião com seu colega irlandês, Micheal Martin, que Israel "deve demonstrar seu compromisso" com o processo de paz no Oriente Médio.

Hillary negou, no entanto, que a relação bilateral atravesse uma crise por causa do anúncio de construção de 1,6 mil casas em uma colônia judia em Jerusalém Oriental na semana passada, durante a estadia na região do vice-presidente Joe Biden.

Dias antes, o embaixador de Israel nos EUA, Michael Oren, assegurou em um encontro com diplomatas que as relações entre ambos os países atravessam a pior crise nos últimos 35 anos, segundo "Ha'aretz".

Hoje, Netanyahu citou como exemplo de sua vontade de alcançar a paz o discurso feito em junho passado na Universidade Bar-Ilan, no qual aceitou publicamente pela primeira vez a criação de um Estado palestino para resolver o conflito do Oriente Médio.

Também aludiu à retirada de parte das centenas de barreiras ao movimento colocadas pelo Exército israelense no território palestino ocupado da Cisjordânia e à decisão o novembro passado de paralisar parcialmente a construção nas colônias judias da Cisjordânia durante dez meses.

Netanyahu acusou, entretanto, os palestinos de "orquestrar uma campanha de deslegitimação de Israel nos organismos internacionais" e os culpou pela paralisia do processo de paz, estagnado há mais de um ano.

A secretária de Estado e Netanyahu coincidirão em Washington a partir deste fim de semana, quando ambos devem participar da reunião anual do "lobby" pró-israelense americano, Aipac (American Israel Public Affairs Commitee). EFE ap/dm

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