Netanyahu redobra esforços para atrair trabalhistas para o governo

O primeiro-ministro israelense designado, Benjamin Netanyahu, prossegue nesta segunda-feira com as negociações para a formação de seu governo tentando atrair o Partido Trabalhista, dividido entre seu chefe Ehud Barak e a maioria de seus parlamentares, contrários a essa união.

AFP |

O Likud, partido de direita de Netanyahu, fechou durante a madrugada um acordo de coalizão com o partido ultraortodoxo sefardim Shass.

O Shass recebeu a promessa de quatro ministérios, incluindo Interior, Habitação e Culto.

O partido religioso tem 11 deputados dos 120 do Parlamento unicameral. Foi o segundo acordo fechado pelo Likud, depois do concluído com o partido de extrema direita laico Israel Beiteinou.

Segundo os termos do acordo, o Israel Beitenu (15 cadeiras) comandará o ministério das Relações Exteriores, a cargo do líder do partido Avigdor Lieberman, e as pastas de Segurança Interna, Infraestruturas, Turismo e Integração.

O Likud ainda tem a esperança de convencer o Partido Trabalhista a integrar o governo de Netanyahu.

Netanyahu já dispõe de maioria absoluta no Parlamento graças ao apoio dos partidos religiosos e de extrema direita, mas prefere formar um governo ampliado que inclua pelo menos os trabalhistas.

O líder do Likud tem até 3 abril para obter o aval do Parlamento.

ms/fp/cn

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