Netanyahu propõe suspensão de novos assentamentos na Cisjordânia

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, irá solicitar ao seu gabinete de segurança, nesta quarta-feira, a aprovação de uma resolução que determina o congelamento por dez meses de novas construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia. A proposta, no entanto, exclui Jerusalém Oriental.

BBC Brasil |

Um comunicado divulgado pelo gabinete de Netanyahu afirma que seu governo pedirá a aprovação da medida ainda nesta quarta-feira, como uma forma de dar impulso às negociações de paz com os palestinos.

"Como parte de nossos esforços para dar ímpeto às negociações de paz com a Autoridade Palestina e promover os interesses de Israel, o primeiro-ministro solicitará que o gabinete de segurança aprove uma suspensão de dez meses em autorizações e inícios de novas construções residenciais na Judeia e Samaria (Cisjordânia)", diz o comunicado.

Ainda de acordo com o gabinete do premiê, a medida visa mostrar à comunidade internacional que "o governo de Israel quer iniciar negociações de paz com os palestinos, que irá tomar ações práticas nesta direção e que tem sérias intenções de promover a paz".

Jerusalém Oriental
Apesar da sinalização por parte do governo israelense, a exclusão da região de Jerusalém Oriental da medida não agradou as autoridades palestinas, que se recusam a retomar as negociações de paz enquanto Israel não interromper as construções na parte leste da cidade e na Cisjordânia.

O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, afirmou que "a exclusão de Jerusalém é um problema muito sério".

Além disso, o comunicado do gabinete de Netanyahu cita apenas a interrupção na construção de novos prédios residenciais, e não na construção de instalações municipais ou infraestrutura.

O governo de Netanyahu já havia excluído anteriormente a possibilidade de interromper os projetos que já estão em andamento.

"Cínica"
Segundo Katya Adler, correspondente da BBC em Jerusalém, muitos estão enxergando a medida de Netanyahu como "cínica", com apenas o objetivo de acalmar os Estados Unidos.

A questão dos assentamentos judaicos é o maior empecilho nas tentativas do governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de retomar as negociações de paz na região.

A comunidade internacional considera a região da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, como uma área ocupada, o que tornaria ilegal a construção de assentamentos.

Israel, no entanto, questiona esta posição.

O governo de Barack Obama começou sua política para a região pressionando Israel para que congelasse totalmente os assentamentos, mas abrandou suas exigências depois das recusas do governo de Netanyahu.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG