Jerusalém, 11 nov (EFE).- Benjamin Netanyahu, chefe do principal partido da oposição em Israel, o direitista Likud, proporá um novo enfoque nas negociações de paz com os palestinos, caso se eleja primeiro-ministro.

Israel promove eleições gerais no dia 10 de fevereiro, e Netanyahu parte como favorito junto à atual ministra de Relações Exteriores e líder da formação centrista Kadima, Tzipi Livni, segundo todas as pesquisas.

A porta-voz de seu Escritório, Dina Libster, disse à Agência Efe que o político israelense considera fracassadas as conversas mantidas desde há um ano entre israelenses e palestinos, relançadas na conferência de Annapolis (EUA).

"O atual processo demonstrou ser um grande fracasso. Annapolis não é uma denominação exclusiva para falar com os palestinos, por isso Netanyahu apresentará uma mudança, um novo enfoque", explicou a porta-voz do Likud.

A idéia que ele estuda levar a prática é de impulsionar uma negociação para alcançar uma "paz econômica, que traga prosperidade aos palestinos, para, em uma segunda fase se analisarem outras considerações diplomáticas", disse Libster.

Apesar das informações divulgadas pela imprensa local apontando que o dirigente do Likud tinha intenção de suspender as negociações com os palestinos, a porta-voz negou este ponto.

"Apresentar um novo enfoque não significa suspender a negociação.

O que não se pode é construir a casa pelo telhado e falar de Jerusalém, refugiados e outros assuntos relativos ao estatuto final", mencionou a porta-voz em alusão aos assuntos-chave no conflito entre israelenses e palestinos.

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, falou por telefone esta semana com Netanyahu, em uma conversa na qual o político israelense lhe expôs sua iniciativa de "paz econômica".

"A conversa foi muito positiva. Quando Netanyahu se tornar primeiro-ministro terá que se sentar com Obama para ver como se pode avançar (no processo de paz com os palestinos)", acrescentou a porta-voz, antes de concluir: "Não se pode seguir falando se não há nenhum resultado".

No domingo passado, o Governo israelense, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e representantes do Quarteto para Oriente Médio, insistiram em que o processo de paz entre israelenses e palestinos deve continuar depois que o presidente dos Estados Unidos, George W.

Bush, deixe o cargo em 20 de janeiro. EFE db/jp

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