Jerusalém, 5 jul (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje que seu Governo deu um verdadeiro significado à solução de dois Estados para resolver o conflito no Oriente Médio, segundo disse no início da reunião semanal do Conselho de Ministros, realizada em Jerusalém.

Netanyahu incluiu esta ideia entre as conquistas de seu Governo, que cumpriu seus primeiros cem dias no poder, ao mesmo tempo que se queixou que a cidadania não lhe outorgou o acostumado período de carência.

Em linha com o discurso pronunciado no mês passado no qual deu a conhecer sua política de segurança em relação aos palestinos, o primeiro-ministro acrescentou que estes "não terão outra opção que reconhecer Israel como um estado Judeu".

Reiterou que "a questão dos refugiados (palestinos) deverá ser resolvida fora de Israel", e que este país "requer e terá fronteiras defensáveis, incluindo uma completa desmilitarização do território palestino".

Por sua parte, o titular da Defesa e líder trabalhista, Ehud Barak, antecipou em sua reunião seus planos a serem apresentados em uma reunião que terá em Londres com o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell.

Barak disse que tentará "moldar o 'Mapa de Caminho', que Israel aceitou com reservas, para conseguir um acordo que seja aceitável para nós, os EUA e o resto das partes".

A imprensa local diz que o ministro da Defesa tentará convencer o Governo americano que aceite que concluam as obras de construção em curso nos assentamentos judaicos. Em troca Israel estaria disposto a anunciar em breve a paralisação da atividade nas colônias em território ocupado.

Leia mais sobre: Israel - Palestina

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.