Netanyahu pede limite em diálogo entre EUA e Irã

Jerusalém, 3 mar (EFE).- O líder do Likud, Benjamin Netanyahu, encarregado de formar o novo Governo de Israel, pediu hoje que os Estados Unidos estipulem um limite à iniciativa de diálogo com o Irã para frear seu programa nuclear.

EFE |

"Temos de pensar com criatividade para seguir em frente e criar uma realidade diferente, tanto em termos de segurança como políticos, e isto é um objetivo dos dois (países)", afirmou Netanyahu ao sair de uma reunião em Jerusalém com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Durante mais de uma hora e com a participação de vários assessores de cada lado, os dois conversaram sobre o "Irã, os palestinos, e outros temas da nossa região", disse Netanyahu.

Segundo a edição eletrônica do diário "Yedioth Ahronoth", o futuro primeiro-ministro israelense falou sobre "estipular um limite de tempo" à iniciativa diplomática para frear o programa nuclear iraniano, no convencimento de que no final deste ano ou no começo de 2010 Teerã terá uma bomba atômica.

Sem precisar a que se referia, o líder do Likud sustentou que "há vontade de cooperação entre Israel e Estados Unidos", e que a necessidade de criar um Estado palestino, o tema mais espinhoso em suas relações com a Casa Branca, não foi abordado na reunião.

No entanto, ao longo do dia, em reuniões com o presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, e com a ministra de Exteriores, Tzipi Livni, Hillary insistiu várias vezes na solução de dois Estados para resolver o conflito do Oriente Médio.

"Nossa premissa é a de que a solução de dois Estados é inevitável", manifestou a secretária de Estado americana em entrevista coletiva.

Esta visão, aceita por toda a comunidade internacional e pelo atual Governo de Israel, é um obstáculo entre a nova Administração americana e os planos de Netanyahu, que rejeita até agora falar da independência para os palestinos. EFE elb-amg/mh

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