Netanyahu pede a Abbas que mantenha diálogo para acordo histórico

Moratória sobre novas construções judaicas na Cisjordânia expirou às 0h local desta segunda-feira

AFP |

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apelou nesta segunda-feira ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para que continue com as negociações de paz visando "um acordo histórico". A declaração do líder israelense foi feita logo após o fim da moratória sobre a colonização na Cisjordânia ocupada.

Em contrapartida, Abbas também fez um pedido ao líder israelense. O presidente da Autoridade Palestina pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que "tome a decisão de congelar a colonização" na Cisjordânia para permitir a continuação das negociações de paz, declarou seu porta-voz.

Reuters
Colonos israeleneses comemoram o início de uma obra numa demonstração de apoio à construção de assentamentos
Quem também se manifetou foram os Estados Unidos. Os país informou que "espera" que Israel e os palestinos prossigam com as negociações de paz, apesar do fim da moratória, declarou neste domingo o conselheiro da Casa Branca David Axelrod.

"Seguiremos encorajando, encorajando, e pressionando durante toda a jornada para obter uma resolução" sobre a questão da colonização, disse David Axelrod, principal conselheiro do presidente americano, Barack Obama, que defende uma prorrogação da moratória.

A moratória sobre novas construções judaicas na Cisjordânia expirou às 0h local desta segunda-feira (19h Brasília) e colonos israelenses já assentaram, simbolicamente, a base de um prédio na colônia de Kiryat Netafim, no norte da Cisjordânia ocupada.

O porta-voz do departamento americano de Estado, Philip Crowley, informou que a secretária de Estado, Hillary Clinton, está em contato com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o ex-premier britânico Tony Blair, representante do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, União Europeia, Rússia e ONU) para tentar salvar o diálogo.

"Seguimos pressionando para que as conversações continuem", disse Crowley.

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