Netanyahu nega ter se comprometido a parar com as construções em Jerusalém

Jerusalém, 10 mai (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou hoje que seu Governo tenha se comprometido com os Estados Unidos a parar com as construções na colônia de Ramat Shlomo em Jerusalém Oriental, contrariando as declarações feitas ontem, domingo pela Casa Branca.

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Jerusalém, 10 mai (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou hoje que seu Governo tenha se comprometido com os Estados Unidos a parar com as construções na colônia de Ramat Shlomo em Jerusalém Oriental, contrariando as declarações feitas ontem, domingo pela Casa Branca. Netanyahu assegurou hoje perante os membros de seu partido, o direitista Likud, que não há nenhum acordo para paralisar as construções em Jerusalém Oriental enquanto durarem as negociações de paz indiretas, informou o jornal israelense "Yedioth Ahronoth" em sua versão digital. Após anunciar ontem o começo do diálogo indireto, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, declarou em Washington que palestinos e israelenses estão dando os passos para criar a atmosfera necessária para um processo de paz bem-sucedido. Segundo Crowley, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se comprometeu a trabalhar para evitar qualquer tipo de instigação contra Israel, enquanto Netanyahu aceitou não realizar construções durante dois anos na colônia judia de Ramat Shlomo. Segundo Netanyahu explicou hoje, ele se limitou a indicar aos Estados Unidos que a construção de 1,6 mil casas no assentamento (anunciada durante a estadia em Jerusalém do vice-presidente americano, Joe Biden, o que provocou uma crise diplomática) não iria acontecer nos próximos dois anos. No entanto, o chefe do Governo israelense esclareceu que isso não implica nenhum compromisso para não construir e que, além disso, a espera se deve a motivos burocráticos e não políticos. "Deixamos claro que não haverá atrasos na construção", disse Netanyahu, que acrescentou: "Não digo que os americanos estejam de acordo conosco neste assunto (...) mas deixamos claro que nossa política de construção em Jerusalém não é diferente a de todos os Governos israelenses durante os últimos 43 anos". EFE aca/pb

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