Netanyahu nega acordo com EUA sobre assentamentos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou nesta quinta-feira, durante visita oficial à Alemanha, que seu governo tenha chegado a um acordo com os Estados Unidos a respeito da suspensão de construções em assentamentos judaicos nos territórios palestinos da Cisjordânia. Após um encontro com o enviado especial do governo americano para o Oriente Médio, George Mitchell, na última quarta-feira, foram publicadas informações que sugeriam que Israel teria concordado em suspender por nove meses as construções nas colônias judaicas da Cisjordânia, mas não em Jerusalém Oriental.

BBC Brasil |


AP

Merkel e Netanyahu se cumprimentam após coletiva de imprensa em Berlim

No entanto, durante o encontro desta quinta-feira com a chanceler alemã Angela Merkel, Netanyahu classificou as informações como "incorretas" e "rumores sem fundamento".

"A respeito dos rumores que ouvimos, sobre alguns acordos e decisões (a respeito dos assentamentos), estes rumores não têm fundamentos, já que não há nenhuma decisão e nenhum acordo", disse o premiê israelense.

Pressão alemã

Netanyahu também afirmou esperar que as negociações de paz entre israelenses e palestinos sejam retomadas dentro de "um mês ou dois".

"Se dependesse de mim, eu teria feito isso há quatro meses, porque estava preparado e estou preparado para me encontrar com a liderança da Autoridade Palestina sem pré-condições" disse.

Durante o encontro, no entanto, a chanceler alemã voltou a pressionar o governo israelense para que as construções nos assentamentos seja interrompida.

O congelamento nas construções também faz parte das reivindicações do governo americano e é encarada pelos palestinos como um pré-requisito para a retomada das negociações de paz.

"Para a Alemanha, o progresso na questão dos assentamentos - um congelamento nos assentamentos - é imprescindível para um novo começo no processo de paz no Oriente Médio", disse Merkel.

Irã

Também durante a coletiva, após o encontro com Netanyahu, a chanceler alemã afirmou que novas sanções podem ser aplicadas contra o Irã caso o governo de Teerã não mostre disposição em negociar seu programa nuclear.

"Se não houver respostas positivas (do Irã) até setembro, nós teremos que considerar medidas adicionais", disse Merkel.

"Teremos que considerar como implementar medidas mais fortes, sanções em energia e em outros setores importantes como o financeiro. Eu digo mais uma vez, nossa oferta de negociações sobre o fim do programa nuclear está sobre a mesa."

Netanyahu, por sua vez, pediu mais sanções contra o Irã.

"É possível colocar pressão de verdade, pressão econômica real sobre este regime, se as grandes potências do mundo se unirem", disse.


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