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Netanyahu fala de um Estado palestino com presença israelense

Jerusalém, 20 jan (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou hoje sobre a perspectiva de um Estado palestino, mas não disse quando e como seria criado e referiu que teria de contar com algum tipo de presença israelense por questões de segurança.

EFE |

"Diante da perspectiva de um Estado palestino, devem resolver-se as ameaças contra Israel, por isso que seria preciso chegar a um acordo para que tivesse algum tipo de presença israelense... digo diante da perspectiva de um Estado palestino, não digo quando nem como", manifestou Netanyahu.

Netanyahu fez a alusão em entrevista coletiva com os correspondentes estrangeiros na qual reiterou sua postura de não incluir em uma eventual negociação Jerusalém Oriental, onde os palestinos exigem estabelecer a capital de seu Estado.

Também insistiu em acusar os palestinos de rejeitar a negociação com suas condições, que o processo envolva a paralisação definitiva da construção nas colônias judias - em vez da atual moratória.

"Em vez de negociar sobre as negociações, os palestinos devem sentar-se em uma mesa de negociação", disse o primeiro-ministro israelense, após afirmar que "não fomos acompanhados em nossos passos em direção à paz", em referência da parada brusca da construção nos assentamentos judaicos durante o período de dez meses.

Além disso, reiterou "as ameaças" enfrentadas pelo Estado de Israel.

Dividiu essas "ameaças" em três classes: o perigo de que o Irã alcance armamento nuclear; os ataques com foguetes (a partir de Gaza e do sul do Líbano), e os efeitos políticos e diplomáticos do chamado Relatório Goldstone, instruído pela ONU e que culpa o Estado judeu por crimes de guerra em sua ofensiva há um ano em Gaza.

Netanyahu fez as declarações às vésperas da chegada do enviado dos EUA ao Oriente Médio, George Mitchell, neste fim de semana, à região para tratar de reativar o processo de negociação, bloqueado desde a ofensiva contra a faixa palestina.

Após tomar posse em março de 2009, o primeiro-ministro israelense se viu pressionado pela administração americana para temperar a intransigência que defendia como chefe da oposição, quando era partidário para iniciar as negociações com os palestinos, mas unicamente de caráter econômico, não político.

As condições que Netanyahu segue colocando para o diálogo são consideradas inaceitáveis pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mahmoud Abbas, sobretudo no que se refere às colônias judias, a questão de Jerusalém e a identificação do objetivo final do processo. EFE amg/dm

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