Netanyahu estuda formar coalizão para governar, mas exclui Kadima

Jerusalém, 4 fev (EFE).- O líder da oposição conservadora e favorito nas eleições da próxima semana em Israel, Benjamin Netanyahu, pretende formar um Governo de união nacional com os trabalhistas e os nacionalistas de Israel Beiteinu.

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"As linhas diretrizes do Governo permitirão que os partidos se sentem juntos com o Likud em torno da mesma mesa", disse Netanyahu aos assessores, citados pela edição eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth".

De acordo com o líder do Likud, "os dois partidos já se sentaram juntos" no Governo de Ehud Olmert, "e não há nenhuma razão para que, com as linhas básicas apropriadas de Governo, não façam isso outra vez".

Os trabalhistas e os ultranacionalistas de Israel Beiteinu disputam o terceiro e quarto lugares das eleições, atrás apenas do Likud e do Kadima.

A coalizão prevista por Netanyahu, que não contempla o partido de Tzipi Livni, atualmente no Governo, o deixaria perto de obter a maioria parlamentar, com cerca de 55 dos 120 assentos do Parlamento, segundo as pesquisas.

Há meses correm rumores sobre um acordo secreto com os ultra-ortodoxos sefarditas do Shas, que obteriam entre dez e onze cadeiras.

Até agora, Netanyahu tinha evitado nomear os partidos que buscará como aliados para evitar uma fuga de votos, mas, perante o rápido crescimento de Israel Beiteinu nas pesquisas, seus assessores lhe recomendam que ou ataque a legenda na campanha, ou declare em público sua intenção de se aliar com ele.

A hipótese de Livni abandonar a liderança do partido se sofrer uma derrota humilhante não foi descartada. Com isso, a legenda poderia ficar nas mãos do ministro Shaul Mofaz, próximo às posturas de Netanyahu e, portanto, se somar a um Governo dirigido pelo Likud.

EFE elb/db

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