Netanyahu espera retomar o diálogo de paz com palestinos em setembro

Jerusalém, 23 ago (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assegurou hoje a seus ministros que espera retomar o paralisado diálogo de paz com os palestinos no final de setembro.

EFE |

"Israel, Estados Unidos e outros têm interesse no reatamento de conversas diretas com os palestinos, o que poderia acontecer no final de setembro, embora exija primeiro uma série de acordos com os americanos e com a Autoridade Nacional Palestina (ANP)", disse Netanyahu na reunião semanal do gabinete, segundo a imprensa local.

Israel quer voltar às negociações de paz "sem condições prévias", mas os palestinos exigem garantias de que o diálogo será sério, entre elas o fim da ampliação dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.

Netanyahu insistiu em que seu encontro desta segunda-feira em Londres com o enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, faz parte do "intenso contato" com a Administração Obama, que procura "aproximar posições" entre os dois aliados.

O chefe de Governo israelense revelou a existência de "certos progressos" na resolução das diferenças entre seu país e os EUA em torno da construção nas colônias judias em território palestino.

A Casa Branca pede o fim das construções em Jerusalém Oriental e Cisjordânia, onde Israel ergueu cerca de 600 imóveis nos primeiros seis meses do ano, informou hoje a organização israelense "Shalom Achshav" ("Paz Agora", em hebraico).

O otimismo de Netanyahu contrasta com o pessimismo de seu ministro de Assuntos Exteriores, o ultradireitista Avigdor Lieberman, que previu mais anos de conflito se a paz estiver baseada na criação de um Estado palestino.

Para o chefe da diplomacia israelense, "quem diz que a solução de dois Estados vai pôr um fim no conflito não tem ideia do que está falando".

O chefe negociador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, acusou ontem o Governo de Netanyahu de querer retomar o diálogo de paz com os palestinos a partir da estaca zero em vez de respeitar o estipulado na negociação de 2007, nos EUA, com seu antecessor, Ehud Olmert. EFE ap/bba

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