Netanyahu e Livni não chegam a acordo sobre governo de união

A líder do partido centrista israelense Kadima, Tzipi Livni, afirmou nesta sexta-feira que não participará de um governo de coalizão liderado por Binyamin Netanyahu, do partido de direita Likud, que foi designado pelo presidente Shimon Peres para ser o novo primeiro-ministro de Israel. Pelas conversas que tivemos, eu não farei parte do governo de Netanyahu disse Livni em uma coletiva de imprensa logo após uma reunião com o líder do Likud.

BBC Brasil |

Segundo ela, os dois não teriam concordado em "pontos-chave" para formar um governo de união.

Netanyahu, que tem até o próximo dia 3 de abril para tentar formar o novo governo, também afirmou que sua proposta foi "categoricamente rejeitada" por Livni durante a reunião de cerca de 90 minutos.

"Infelizmente eu encontrei uma recusa total a um governo de unidade por parte de Livni. Eu também encontrei uma recusa em se formar equipes de negociação para achar um caminho comum, que tenho certeza que podemos atingir. Não encontrei a vontade de unidade por parte de Livni neste momento crítico para o Estado", disse Netanyahu.

Ainda não está claro se o líder do Likud e Livni participarão de novas negociações para a formação do governo, mas Livni declarou que seu partido está disposto a fazer uma "oposição responsável" a Netanyahu.

"De qualquer forma, como chefe da oposição, eu apoiarei o governo que será formado para lidar com as ameaças que estamos enfrentando, como uma oposição responsável", disse Livni.

Segundo analistas, Netanyahu está procurando formar um governo de coalizão ampla, incluindo o Kadima e o Partido Trabalhista, de centro-esquerda.

Desta forma, ele pretende angariar apoio internacional às medidas que adotar como primeiro-ministro e garantir uma maior estabilidade ao seu governo.

A recusa de Livni, no entanto, deixa como única opção a Netanyahu a formação de um governo com partidos nacionalistas e religiosos, que são a favor da expansão de assentamentos judeus em territórios palestinos e se opõem a negociações de paz em troca de terras.

O Kadima, por outro lado, apoia a criação de um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza, o que é rejeitado pelo Likud.

Eleições
O partido de Livni, Kadima, obteve uma vitória estreita nas eleições para o Parlamento no ultimo dia 10 de fevereiro.

Mas a oposição ao atual governo, liderada pelo Likud, de Netanyahu, e formada ainda por partidos de direita, religiosos e nacionalistas, acabou conquistando, em conjunto, a maior parte das cadeiras do Knesset (o parlamento israelense).

Após consultar os líderes dos partidos, o presidente Shimon Peres designou Netanyahu para formar o novo governo, do qual ele será o primeiro-ministro.

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