Netanyahu e Livni aceleram contatos à espera de resultado final em Israel

JERUSALÉM - Os líderes do Likud, Benjamin Netanyahu, e do Kadima, Tzipi Livni, aceleraram os contatos políticos para conseguir do chefe do Estado a tarefa de formar governo, à espera dos resultados oficiais das eleições.

EFE |


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Netanyahu e pessoas próximas se reunirão ao longo do dia com dirigentes de vários partidos de extrema direita e do bloco ultra-ortodoxo para garantir que têm o apoio de pelo menos 61 deputados quando o presidente, Shimon Peres, convocar a rodada de consulta para designar o primeiro-ministro.

A lei eleitoral israelense concede ao chefe do Estado a função de nomear o primeiro-ministro e, embora a tradição política costume dar o cargo ao candidato vencedor das eleições, neste caso Livni - que obteve apenas uma cadeira a mais que Netanyahu -, esta não parece ter apoio suficiente no Parlamento.

A rodada de consultas do presidente com os líderes políticos começará na segunda-feira e, até então, os dois candidatos podem ir antecipando as negociações políticas.

Livni tenta convencer seus interlocutores de partidos ortodoxos que a chefia do governo deve ficar nas mãos do partido mais votado e coloca a eles a possibilidade de um governo de união nacional sob sua direção.

Geralmente, as negociações costumam começar após o pedido de formar governo ao vencedor, mas foram antecipadas devido ao virtual empate entre os candidatos e o fato de que Netanyahu tenha mais apoio.

Os resultados das eleições beneficiam Netanyahu, mas Livni também tem matematicamente a possibilidade de formar governo.

Depende, para isso, do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, terceira força política, com 15 deputados. O líder desse partido, Avigdor Lieberman, que na noite das eleições disse preferir Netanyahu como primeiro-ministro, se mantém, por enquanto, distante dos dois para tentar conseguir as maiores concessões.

O desejo de Lieberman é ser ministro da Defesa, um cargo negado tanto pelo líder do Likud quanto pela do Kadima.

Em troca, estudam a possibilidade de oferecer a pasta de Finanças, uma das que tradicionalmente fica nas mãos do partido majoritário na coalizão de governo.

As negociações dependem também de que se conheçam hoje os resultados oficiais das eleições.

A distribuição parlamentar divulgada ontem representa 99,5% dos votos, e estão pendentes de apuração os do corpo diplomático, do Exército e da Marinha.

Geralmente, não costuma haver variações, mas, devido à pouca diferença de votos, apenas cerca de 35 mil entre Kadima e Likud, essa pequena porcentagem poderia ser significativa.

Nahum Sirotsky, correspondente do iG, comenta a situação política:

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