Netanyahu e Abbas trocam acusações por impasse em negociações

Por Joseph Nasr JERUSALÉM (Reuters) - Líderes israelenses e palestinos exigiram uns aos outros nesta quinta-feira que recuem de posições que possam impedir a volta do diálogo e frustrar os planos do presidente norte-americano, Barack Obama.

Reuters |

Em entrevistas na Organização das Nações Unidas (ONU), onde se encontraram com Obama na terça-feira, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, precisa acabar com a recusa em reconhecer explicitamente Israel como um Estado judeu. Abbas afirmou que Israel precisa discutir a divisão do controle de Jerusalém.

O governo de Netanyahu é "um problema real" até para começar negociações, quanto mais para se chegar a um acordo, disse o líder palestino, também conhecido como Abu Mazen, ao jornal Al-Hayat.

Netanyahu disse à Radio Israel: "Eu falei a Abu Mazen que, para mim, a paz depende em primeiro lugar da disposição dele em chegar a seu povo e dizer, 'Nós... estamos comprometidos em reconhecer Israel como o Estado-nação do povo judeu'".

Abbas tem rejeitado essa exigência porque ela não figura em acordos interinos. Além disso, segundo representantes palestinos, ela predetermina o resultado das negociações sobre o destino dos refugiados palestinos do território que se tornou Israel em 1948.

"O governo Netanyahu é um problema real, porque nós não temos um terreno comum para discutir", disse Abbas à al-Hayat.

"Ele diz que os assentamentos continuarão, e que Jerusalém é inegociável... E também fala que os refugiados não podem entrar nas negociações. Então o que podemos discutir, e como chegar a um acordo?"

Os palestinos dizem que Israel deve cumprir as exigências do acordo de 2003 e parar a atividade de construção de assentamentos na Cisjordânia ocupada e no leste de Jerusalém, permitindo assim a volta das negociações.

Na terça-feira, Obama pediu uma "diminuição" dos assentamentos. O termo pareceu mais brando do que a exigência anterior dos Estados Unidos por um "congelamento", e reflete a postura norte-americana para pressionar por negociações sem precondições.

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