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Netanyahu diz querer retomar negociações com vizinhos palestinos

SHARM EL-SHEIKH - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou nesta segunda-feira o desejo de alcançar a paz com seus vizinhos palestinos e disse que confia em retomar nas próximas semanas o diálogo com as autoridades palestinas.

Redação com EFE |


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Netanyahu fez as declarações em Sharm el-Sheikh, no Egito, após se reunir com o presidente deste país, Hosni Mubarak. Esta é a primeira do primeiro-ministro israelense ao exterior desde que assumiu o cargo.

"Gostaríamos de retomar o mais rápido possível as negociações de paz entre nós e os palestinos, e espero que seja nas próximas semanas", afirmou Netanyahu, falando ao lado de Mubarak.

Em seu discurso, transmitido pela televisão egípcia, Netanyahu elogiou os 30 anos de paz entre Egito e Israel e expressou sua esperança de que essa situação possa se estender aos palestinos e também aos outros vizinhos do território israelense.

"Queremos ter uma relação de harmonia com o mundo muçulmano e gostaríamos de conseguir a paz com os vizinhos palestinos e com todos os Estados", insistiu o primeiro-ministro.

A visita de Netanyahu ocorre em datas-chave para a região, determinadas, entre outros temas, pelas visitas que o israelense e o egípcio farão nos próximos dias aos Estados Unidos para se reunir com o presidente americano, Barack Obama.

Em sua mensagem, Netanyahu alertou seus vizinhos árabes para as "forças extremistas" que buscam a instabilidade no Oriente Médio.

O primeiro-ministro não disse a quem se referia, mas a imprensa israelense apontou que, na sua visita ao Egito, Netanyahu iria insistir na necessidade de unir os países moderados da região contra as tentativas de expansão do regime islâmico do Irã.

"A luta no Oriente Médio não é entre pessoas, nem entre religiões, mas entre moderados e extremistas, entre os que pedem a vida e os que buscam a morte", afirmou Netanyahu.

Netanyahu já tinha feito uma visita oficial ao Egito como primeiro-ministro em seu mandato anterior, entre 1996 e 1999. Agora, sua chegada ocorre em meio a fortes divisões no mundo árabe entre moderados e os representantes da "linha dura".

Mubarak, que compareceu diante das câmeras de televisão com a seriedade habitual, pediu que o "círculo vicioso da violência" na região chegue ao fim.

Reuters
Netanyahu e Mubarak se encontram no Egito

Netanyahu e Mubarak se encontram no Egito

O presidente egípcio disse que os 30 anos de paz entre Egito e Israel confirmam que as soluções negociadas na região "não são impossíveis" e que, se foram possíveis, foi graças a "pessoas corajosas".

"Israel, Egito e a região desejam a paz no Oriente Médio, completa e justa, que alcance a estabilidade e a segurança para todas as partes", insistiu Mubarak.

Não houve detalhes sobre o que ambos conversaram. O presidente egípcio disse que discutiram a ampliação dos assentamentos israelenses nos territórios palestinos e a abertura do bloqueio que afeta a Faixa de Gaza há quase um ano.

Também não houve decisões concretas nesta reunião, embora Netanyahu e Mubarak tenham insistido em seus discursos na necessidade de aprofundar o caminho da paz, que está suspenso há mais de um ano.

Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) mantêm estagnadas as negociações de paz que surgiram com os acordos assinados em 27 de novembro de 2007 na cidade americana de Annapolis.

Uma das decisões tomadas nessas conversas diz respeito à criação de um Estado palestino independente, ao lado de Israel. Embora tenha havido reuniões posteriores à de Annapolis para detalhar os acordos, o diálogo está estagnado.

Também estão suspensas as negociações indiretas entre Síria e Israel, com a mediação da Turquia. A Síria é um país-chave na região por causa do apoio que concede aos grupos palestinos radicais e devido a sua aliança com o regime do Irã.

Hoje, o rei Abdullah da Jordânia se encontrou em Damasco com o presidente sírio, Bashar el Assad, em reunião na qual também destacaram a necessidade de alcançar uma paz global.

Em entrevista publicada pelo jornal inglês "The Times", o monarca afirmou que o tempo está acabando e previu que, caso as negociações de paz no Oriente Médio demorem, um novo conflito armado entre árabes e muçulmanos com Israel pode explodir "nos próximos 12 ou 18 meses".

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