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Netanyahu diz que relatório da ONU sobre Gaza é paródia de justiça

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, qualificou nesta quinta-feira de paródia de justiça o relatório da ONU que acusa o Estado hebreu de ter cometido crimes de guerra em Gaza.

AFP |

A missão da ONU se entregou a uma "paródia de justiça", e a investigação estava "manipulada" desde o início, declarou Netanyahu ao canal de TV Channel 2.

Em documento de 574 páginas publicado terça-feira em Nova York, a missão de investigação da ONU acusou as forças armadas israelenses de "crimes de guerra", e até de "crimes contra a humanidade".

Grupos armados palestinos também foram acusados de crimes de guerra neste relatório.

O premier israelense conclamou a comunidade internacional a condenar o texto. "O relatório incentiva o terrorismo e questiona o direito natural que têm os países de se defenderem", denunciou.

Em Pogdorica, capital de Montenegro, o ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, negou que seu país tenha cometido atrocidades durante o conflito em Gaza e qualificou o relatório de "hipocrisia do mundo moderno".

Em entrevista à TV pública israelense divulgada mais cedo nesta quinta-feira, o presidente da missão da ONU que escreveu o relatório, Richard Goldstone, rejeitou as críticas de Israel.

"Nego totalmente essas alegações. Fui completamente independente, ninguém me ditou a conclusão destas investigações independentes conduzidas por nossa missão", garantiu o sul-africano.

Os dirigentes israelenses lançaram uma campanha internacional contra o relatório. Eles temem que por iniciativa de países árabes, o texto seja submetido ao Conselho de Segurança da ONU, que poderia decidir transmitir o caso à Corte Penal Internacional (CPI).

Goldstone ainda lamentou a recusa de Israel em cooperar com sua equipe. "Teria gostado que o governo israelense nos ajude", declarou.

De 27 de dezembro a 18 de janeiro, o Exército de Israel conduziu uma ofensiva devastadora na Faixa de Gaza para acabar com os disparos de foguetes efetuados há anos por grupos armados palestinos a partir deste território. A operação deixou mais de 1.400 vítimas palestinas, segundo os serviços de emergência palestinos.

gr/yw

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