Jerusalém, 14 set (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse hoje ao Knesset (Parlamento de Israel) que não haverá uma paralisação total da construção nos assentamentos judaicos, mas uma redução, por um período limitado.

"Os palestinos esperam uma completa paralisação, (mas) agora está claro que isso não ocorrerá", disse o primeiro-ministro, em um comparecimento perante a Comissão de Exteriores e Segurança do Knesset.

O chefe do Governo israelense explicou que, além das 455 casas na Cisjordânia aprovadas por seu Executivo no último dia 6, a construção na parte leste de Jerusalém continuará de forma normal, porque essa cidade "não é um assentamento", assim como a de qualquer imóvel que estiver em construção neste momento.

"Esclarecemos aos Estados Unidos que continuaremos os trabalhos em 2,5 mil casas cuja construção começou. Autorizamos 450 adicionais. O que declarei é que consideraremos reduzir o alcance da construção", justificou.

Em qualquer caso, disse, a "redução" será por um "período limitado", que ainda não foi estipulado com Washington.

O primeiro-ministro israelense compareceu hoje perante a Comissão de Exteriores e Segurança em uma sessão periódica de controle por parte dos legisladores, em um debate que esteve centrado no processo de paz com os palestinos e na visita do enviado especial americano, George Mitchell, com quem se reunirá amanhã.

A imprensa local informou que Netanyahu falou de certos progressos e da exigência da Casa Branca, assim como do resto da comunidade internacional e dos palestinos, para que Israel interrompa qualquer tipo de construção nos assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. EFE elb/an

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