Jerusalém, 22 jul (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que não tem intenção de desmantelar a barreira ou muro de separação na Cisjordânia, que qualificou de componente crítico para a segurança de Israel.

Em um debate realizado hoje no plenário do Knesset (Parlamento israelense), o chefe do Governo afirmou que a "barreira de separação continuará em seu lugar e não será desmantelada".

Informações que surgiram na imprensa israelense hoje indicam que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que pressione Israel para que desmantele o muro, alegando que a situação de segurança na Cisjordânia teve uma melhora considerável.

Netanyahu disse no Parlamento que o muro tem o crédito de ter restaurado a situação de segurança, impediu a entrada de terroristas suicidas a cidades israelenses e que, como resultado disso, deverá seguir de pé.

"Hoje, ouço pessoas dizerem que, devido ao fato de que a situação está mais calma, a barreira pode ser retirada. Em absoluto, meus amigos: está tranquila porque temos a barreira".

Reconheceu, no entanto, "certa melhora na atuação dos organismos de segurança palestinos e lhe damos as boas-vindas. Mas a barreira é importante e deve seguir de pé".

Em 9 de julho, completou-se cinco anos desde que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) declarou ilegal o muro de separação que Israel ergue na Cisjordânia, e cuja construção segue adiante, apesar dos protestos dos palestinos e de vários organismos internacionais.

O Governo israelense começou o projeto em 2002, com o objetivo de impedir a infiltração de terroristas em Israel ou nos assentamentos judaicos, no entanto, a obra sempre esteve em meio à polêmica e provoca muitas críticas internacionais, assim como devastadoras consequências sobre a população palestina.

Os palestinos qualificam a barreira de "muro do apartheid" e alegam que tem como objetivo retirar suas terras e impedir um futuro Estado viável. EFE db/an

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